Em meio a conflitos armados, como a Guerra no Irã, cresceu a incerteza em torno do fornecimento de insumos para a fabricação de medicamentos em todo o mundo. Um exemplo disso é o bloqueio de rotas aéreas e marítimas na região do Oriente Médio.
Em visita a Valinhos nesta terça-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o investimento na indústria brasileira de fármacos como uma estratégia para garantir a continuidade da oferta e, até mesmo, o barateamento desses produtos.
Lula conheceu as instalações de uma fábrica fundada em 2012, e que se especializou em frascos, como seringas, e medicamentos de alta tecnologia, como os anticorpos monoclonais, fornecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O local foi um dos contemplados com o programa de apoio a Pesquisa e Desenvolvimento industrial lançado em 2023, e que já injetou R$ 15 bilhões em indústrias desse tipo em todo o país.
O presidente defendeu que o Governo assuma um papel de induzir os investimentos nesse tipo de unidade.
“O Estado não tem que ser produtor, não tem que ter a fábrica. O que ele tem é que criar políticas de crédito, financiamento, e ajudar na produção. Porque quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha”, afirmou.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que as conversas para ampliar parcerias com troca de tecnologia de indústrias estrangeiras estão avançadas.
Padilha defendeu que o Brasil siga o exemplo de outros países, como Índia e Coreia do Sul.
“Essa é uma diferença muito importante do Brasil: a gente combina o estímulo para a inovação, para a produção, para o acesso. Com o acesso da população brasileira para salvar vidas”, pontuou.
Além de Padilha, também fizeram parte da comitiva presidencial o vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.
A fábrica de Valinhos produz, anualmente, cerca de 19 milhões de medicamentos que atendem o Ministério da Saúde, e trabalha em parceria com outros laboratórios públicos, como a Biomanguinhos, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e a Funed (Fundação Ezequiel Dias), de Minas Gerais.