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Júri de policial acusado de matar duas pessoas em show de Piracicaba é retomado nesta quarta 

Está marcado para esta quarta o júri do policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar duas pessoas e ferir outras três durante um show sertanejo em Piracicaba, em novembro

Piracicaba
Foto: Redes sociais

Está marcado para esta quarta o júri do policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar duas pessoas e ferir outras três durante um show sertanejo em Piracicaba, em novembro de 2022. Esta é a sexta vez que a sessão é reagendada. O caso também teve troca do juiz responsável após decisões de instâncias superiores. 

O crime aconteceu em um evento no Parque Unileste. Os tiros atingiram e mataram Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos, e Heloíse Magalhães Capatto, de 23 anos. Outras três pessoas, de 20, 21 e 27 anos, ficaram feridas. 

O policial responde por dois homicídios com quatro qualificadoras e por três tentativas de homicídio. A defesa disse que vai apresentar aos jurados um vídeo em três dimensões para mostrar a posição das pessoas no momento dos disparos. 

O júri já foi adiado cinco vezes. Ao menos dois adiamentos ocorreram depois de discussões em plenário entre defesa e acusação. Em uma dessas ocasiões, advogados deixaram o tribunal após um desentendimento com o promotor do caso. O juiz que presidia a sessão declarou o réu sem defesa naquele momento e determinou abertura de inquérito contra os advogados por desacato, além de outras medidas administrativas. 

A defesa alegou que havia inimizade entre o juiz e os advogados e pediu que ele fosse declarado suspeito. O afastamento acabou confirmado porque o magistrado move uma ação contra defensores por ofensas que disse ter sofrido. 

O Tribunal de Justiça considerou que o juiz agiu corretamente na condução da sessão. A troca, no entanto, foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça em decisão do ministro Messod Azulay Neto, no início de junho. A defesa ainda tenta reverter a troca em recurso. 

Além de Pereira, o Ministério Público denunciou por prevaricação um amigo dele e a esposa, que também são policiais e estavam no evento. O amigo foi denunciado por ajudá-lo a deixar o local, fez acordo judicial e teve o caso arquivado. A esposa foi absolvida, mas o Ministério Público recorreu. 

Segundo a denúncia, os disparos começaram após Leonardo tentar separar uma briga envolvendo o policial, um amigo e outra pessoa. A Divisão Especializada em Investigações Criminais concluiu que o motivo foi um desentendimento depois de empurra-empurra no show. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do policial.

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