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Justiça condena ex‑prefeito interino de Paulínia, o Loira, por esquema de rachadinha

A Justiça condenou o ex‑vereador e ex‑prefeito interino de Paulínia Antonio Miguel Ferrari, conhecido como Loira, por envolvimento em um esquema de rachadinha entre 2021 e 2022, quando ocupava uma

Paulínia
Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores

A Justiça condenou o ex‑vereador e ex‑prefeito interino de Paulínia Antonio Miguel Ferrari, conhecido como Loira, por envolvimento em um esquema de rachadinha entre 2021 e 2022, quando ocupava uma cadeira na Câmara. Ele recebeu pena de quatro anos e um mês de prisão no regime semiaberto, mas poderá recorrer em liberdade.

Segundo a decisão da 2ª Vara de Paulínia, um assessor do gabinete afirmou ter sido obrigado a entregar mil e quinhentos reais por mês a uma funcionária do gabinete. Um coordenador político, que não era servidor, também acompanhava os repasses. Os dois foram condenados: ela a três anos e seis meses, e ele a três anos, ambos no regime aberto e com direito a recorrer.

A acusação foi apresentada pelo Ministério Público, que apontou a prática de concussão, conhecida como rachadinha, quando parte do salário pago pelo poder público é exigida de funcionários.

A sentença levou em conta extratos bancários, mensagens de celular e a análise de um vídeo que mostra o assessor deixando um envelope no gabinete. A juíza entendeu que os três atuavam em conjunto no esquema.

As defesas negaram irregularidades e afirmaram que não há provas que sustentem a condenação. Os advogados disseram que vão recorrer ao Tribunal de Justiça.

Loira foi vereador por quatro mandatos e assumiu a Prefeitura de Paulínia de forma interina em 2019.

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