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Justiça define júri popular para ex-vereador acusado de assassinato em Sumaré

Em interrogatório, Sirineu Araújo alegou legítima defesa. Disse que vinha sendo ameaçado pela vítima. O ex-parlamentar responde ao processo em liberdade e a data do julgamento ainda não foi definida.
Justiça define júri popular para ex-vereador acusado de assassinato em Sumaré
Foto: Divulgação

O ex-vereador de Sumaré, Sirineu Araújo, vai a júri popular. Ele é acusado de matar um homem identificado como Rafael Emídio a tiros e de atropelar a vítima, em agosto de 2023. A decisão é da Justiça da cidade, que entendeu que existem indícios suficientes de autoria para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.

Imagens registradas na noite do crime mostram Rafael Emídio rastejando pela rua depois de ser baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Em interrogatório, Sirineu Araújo alegou legítima defesa. Disse que vinha sendo ameaçado pela vítima. O ex-parlamentar responde ao processo em liberdade e a data do julgamento ainda não foi definida. A defesa informou que vai analisar os próximos passos com cautela.

O inquérito policial reuniu depoimentos com versões divergentes. Enquanto o acusado afirma que a arma estava com Rafael, uma testemunha declarou não ter visto nenhum revólver com a vítima e afirmou que Sirineu teria feito disparos em dois momentos diferentes.

A investigação aponta ainda que o ex-vereador teria descartado o próprio celular e a arma usada no crime às margens da Rodovia Anhanguera. Um laudo pericial confirmou a presença de sangue humano na parte de baixo da caminhonete de Sirineu.

Na época dos fatos, ele chegou a se afastar da Câmara Municipal por 60 dias, mas retomou o mandato em novembro de 2023. Sirineu disputou a reeleição no ano seguinte, mas não conseguiu se eleger — recebeu 820 votos.

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