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Moradora de Campinas aguarda retorno ao Brasil após dez dias retida no Catar

Famílias da região de Campinas ainda enfrentam dificuldades para retornar ao Brasil após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. Uma das brasileiras afetadas é a publicitária

Moradora de Campinas aguarda retorno ao Brasil após dez dias retida no Catar
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Famílias da região de Campinas ainda enfrentam dificuldades para retornar ao Brasil após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. Uma das brasileiras afetadas é a publicitária Daniele Sarabia, moradora de Campinas, que está há dez dias no Catar depois que o espaço aéreo da região foi fechado.

Daniele voltava de uma viagem ao Japão, onde passou três meses visitando o pai junto com a avó. O retorno ao Brasil previa apenas uma escala de 18 horas em Doha, capital do Catar. No entanto, durante a espera no aeroporto, os voos começaram a ser cancelados.

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Segundo ela, a movimentação no terminal chamou a atenção antes mesmo de receber as notificações oficiais da companhia aérea.

As mensagens que informavam o cancelamento dos voos chegaram inicialmente em árabe, o que dificultou a compreensão imediata da situação. Pouco depois, Daniele descobriu que o motivo era o agravamento do conflito no Oriente Médio.

A principal preocupação da brasileira é com a saúde da avó, que é idosa e tem diabetes. De acordo com Daniele, o estresse da situação tem provocado aumento nos níveis de glicose, mesmo com o uso regular da medicação e da insulina.

Ela relata que conseguiu comprar insulina por meio de um aplicativo de entregas, mas afirma que não recebeu esse tipo de suporte por meio da embaixada brasileira.

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Daniele também conta que outros brasileiros estão na mesma situação no Catar e que muitos enfrentam dificuldades para obter informações sobre quando poderão voltar ao país.

A expectativa pelo retorno tem sido marcada por momentos de esperança e frustração. Segundo ela, em alguns dias parece haver perspectiva de retomada das viagens, mas a tensão volta quando novos bombardeios são ouvidos na região.

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação de brasileiros no Oriente Médio desde o início da crise e presta assistência consular por meio das embaixadas na região.

O Itamaraty também informou que mantém contato com autoridades locais, outras representações diplomáticas e comunidades brasileiras para monitorar a segurança dos cidadãos.

Entre as medidas avaliadas pelo governo brasileiro estão a retomada da rota aérea entre Doha e São Paulo e a possibilidade de transporte terrestre seguro até o aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, onde o espaço aéreo já foi reaberto.

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