O Ministério Público de São Paulo arquivou o inquérito que investigava o caso do procurador jurídico que matou a esposa e o filho de dois meses e cometeu suicídio, em Limeira.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a investigação foi concluída e o arquivamento ocorreu diante da ausência de indícios de participação de terceiros. O crime estava sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Limeira.
Em nota, a Prefeitura de Limeira identificou o homem como Rafael Horta, que atuava como procurador jurídico municipal. Cristiane Laurito, morta pelo marido, era servidora concursada da Câmara de Campinas.
Segundo o delegado João Vasconcelos, que trabalhou no caso no início das investigações, as mortes devem ter ocorrido antes das 7h do dia 6 de junho de 2025. A constatação ocorreu por volta das 11h, na casa do casal, quando o pai de Rafael foi até o local para buscar o neto para uma consulta.
De acordo com o delegado que assumiu o caso, Edgar Albanez, a Justiça negou um pedido da polícia para quebra de sigilo do celular. A expectativa da polícia era descobrir o motivo do crime a partir do conteúdo localizado no celular do procurador Rafael Horta.
Segundo o chefe de polícia, o juiz não autorizou busca de informações no celular porque entendeu que é um caso criminal que seria arquivado, já que o autor morreu.
Segundo o pai de Rafael, o filho estava passando por uma depressão e estava afastado há 30 dias de funções na prefeitura, autorizado por um médico psiquiatra.
O delegado também informou que, a princípio, a suspeita é de que as mortes tenham sido causadas pelos disparos de arma de fogo, encontrada ao lado da cama onde estava a família.
Foram apreendidos uma arma, três carregadores e 12 munições. Segundo a PM, Rafael tinha a licença da arma.
