O Ministério Público Federal abriu procedimento para apurar possível falha da Unicamp no controle de material biológico sensível. A medida foi tomada após o furto de vírus de um laboratório NB-3, em Campinas.
O caso também é investigado pela Polícia Federal. São alvos uma professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos, Soledad Palameta Miller, e o marido dela, Michael Edward Miller, veterinário e doutorando.
Pelo menos 24 cepas de vírus foram retiradas do Laboratório de Virologia, no Instituto de Biologia. O material foi levado para outros prédios dentro da própria universidade.
Entre os vírus estão dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr e coronavírus humano. Também há 13 tipos que infectam animais e amostras de gripe tipo A.
Segundo o MPF, a apuração busca identificar falhas no armazenamento, controle e fiscalização e também avaliar possíveis impactos à saúde pública.
O órgão informou que enviou ofício à Unicamp, para reunir informações e analisar a abertura de inquérito civil. A investigação criminal corre sob sigilo.
Em nota, a Unicamp disse que ainda não foi notificada pelo MPF. Informou que vai se manifestar assim que receber a comunicação.
A Polícia Federal afirma que todas as amostras foram recuperadas dentro da universidade. Não há indícios de contaminação externa ou de terrorismo biológico.
A professora investigada responde em liberdade. A Unicamp abriu sindicância interna e a Polícia Federal segue apurando a motivação do caso.