A operação da Polícia Militar que prendeu quatro pessoas na tarde desta terça-feira (24) no Parque São Paulo, região do Jardim Itatinga, suspeitas de desviar carga de merenda escolar de escolas e creches de Campinas, fez parte da chamada “Operação Orion”, da Polícia Militar.
Segundo a corporação, os trabalhos ajudaram a fortalecer o policiamento ostensivo, que diminuiu o tempo de resposta e agilizou intervenções.
Os agentes conseguiram fazer o flagrante de três funcionários e de um motorista que estavam fazendo o transbordo da carga de uma van para um caminhão.
Policiais da Força Tática e do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), além do Helicóptero Águia atuaram diretamente nessa ocorrência. Os detalhes foram dados pelo soldado Mateus Nogueira, da Polícia Militar.
“O caminhão realizava transbordo de carga para a van, possuía quatro indivíduos nesses dois veículos. É onde a equipe constatou que ali se tratava de uma ação criminosa de furto. Os indivíduos passavam as cargas do caminhão para a van, desviando os materiais que era destinada às escolas municipais, como merendas e alimentos diversos que eram destinadas a essas escolas. Na realidade, eram funcionários da empresa que desviavam essa carga para a van, não sendo autorizado esse desvio. Então esse transbordo não era autorizado pela empresa. Em conversa informal, foi informado que essa prática já vinha sendo realizada há alguns meses”, detalhou.
Em nota enviada ao Grupo EP, a Prefeitura de Campinas negou que a carga que estava sendo desviada tenha ligação com a merenda escolar das escolas e creches municipais. A versão contradiz a declaração do que os próprios suspeitos presos ontem disseram aos policiais. A ocorrência foi apresentada na 2ª Delegacia Seccional de Campinas.
A Operação Orion mobilizou equipes da Força Tática e do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) atuam em diversas regiões de Campinas para desarticular frentes de atuação do crime.
Ao todo, 140 policiais militares e 42 viaturas, além do Helicóptero Águia, atuam em diversas regiões da cidade.
O Coronel Leonardo Akira Takahashi, comandante do CPI-2 (Comando de Policiamento do Interior 2), explicou os objetivos da operação.
“Além do nosso combate diário que se avoca pelo 190, nós também temos refinado nossas operações integradas com a Polícia Federal, o Ministério Público, a Polícia Civil. Esse é mais um passo que a PM tem dado desde a minha chegada ao CPI-2, de forma a combater o crime organizado. Você pode ver ali na região de Rio Claro onde se tem o ‘Bando do Magrelo’, a vinda de outras facções cariocas à nossa região”, explicou.
O coronel afirmou que a inteligência policial segue sendo um pilar do enfrentamento ao crime organizado.
“Nós temos integrado as nossas forças de segurança, justamente para nós termos os melhores resultados históricos de queda de índices criminais. Somos referência e parte de elogios pelo Governo do Estado, nas reuniões da alta cúpula da instituição, nós estamos sendo elogiados pelo combate diário da criminalidade que tem evoluído de forma totalmente diferente daquela tradicional. Nós, policiais, devemos entender essa evolução. O trabalho de inteligência também é um foco que nós estamos reforçando e que está tendo resultados positivos”, avaliou.