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Passageiros da antiga EMTU entre Campinas e Sumaré denunciam superlotação em veículos

Usuários apontam retirada de linhas e panes frequentes na ida e na volta do trabalho
Passageiros da antiga EMTU entre Campinas e Sumaré denunciam superlotação em veículos
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

De manhã ou à tarde, a dor de cabeça se repete. Os passageiros da linha 637 (Campinas-Sumaré via Jardim Picerno), da antiga EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), reclamam da retirada de horários de operação, sem aviso prévio. A Artesp diz ter reforçado a fiscalização às empresas (leia a nota no final da matéria).

Com menos carros circulando e a demanda igual, cresce também o número de queixas de quem pega diariamente o ônibus. Ou pelo menos tenta, já que os veículos saem cada vez mais lotados. É o que nos conta a operadora de caixa, Maria Ferreira

“Todo dia atrasa. Todo dia eles não cumprem os horários. Tem dia que tem, tem dia que não. Os horários que estão no aplicativo não estão sendo cumpridos. Geralmente coloca um ou dois e falta. Está uma bagunça, todo dia”, critica.

O promotor de vendas, Edson Longhi, conta que, nos dias em que alguns horários não são realizados, os moradores de Sumaré precisam dividir transporte por aplicativo. A tarifa é dinâmica, mas o valor geralmente oscila de R$ 70 a R$ 100. 

“É uma tragédia. Horrível. Tem dia que tem ônibus, tem dia que não tem. De manhã cedo é lotado. Às vezes o ônibus vai no ponto final e não volta, e a gente precisa dividir Uber. Eu sou promotor, todo dia estou num lugar e dependo de ônibus mais do que tudo. A gente liga, reclama, os fiscais somem. Quando está uma fila imensa, a gente não consegue nem explicação”, lamenta.

A coordenadora de expedição, Leia Martins, conta que os veículos, cada vez mais lotados. 

“Eu saio do meu bairro para pegar em outro e conseguir ir sentada. Eu saio 5h30 [da manhã], da minha casa, para chegar no trabalho às 8h00. No percurso, a gente vê muito absurdo: hoje o ônibus, quando chegou na Anhanguera, todos os pontos estavam lotados. O motorista também não sabe o que fazer, porque se ele abre a porta, não tem mais espaço [para outros passageiros]”, descreve.

O que diz a Artesp

Em nota, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), disse já ter iniciado uma apuração sobre o caso, e que desde o início de março, vem realizando fiscalizações na operação das linhas e análise técnica de informações encaminhadas, inclusive por meio de ofício da Prefeitura de Sumaré

A Artesp também declarou que foram realizadas reuniões com representantes do município para tratar da situação. 

A agência também declarou ter aberto uma auditoria para apurar eventuais descumprimentos contratuais e operacionais. Caso as irregularidades sejam constatadas, as operadoras da linha podem sofrer as sanções e medidas regulatórias cabíveis

Nós também tentamos contato com o Consórcio Bus+, mas ainda não recebemos uma posição. O espaço segue aberto à manifestação.

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