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Polícia Civil faz operação contra influenciadores suspeitos de promover “Jogo do Tigrinho” em Piracicaba

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou, na manhã desta quinta-feira (12), a fase ostensiva da Operação “Tiger III”, que investiga uma organização criminosa suspeita de explorar jogos

Polícia Civil faz operação contra influenciadores suspeitos de promover “Jogo do Tigrinho” em Piracicaba
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou, na manhã desta quinta-feira (12), a fase ostensiva da Operação “Tiger III”, que investiga uma organização criminosa suspeita de explorar jogos de azar online, aplicar golpes e lavar dinheiro. Mandados foram cumpridos simultaneamente em 20 endereços nas cidades de Piracicaba, Capivari, São Pedro, Americana, Limeira e Cordeirópolis.

As investigações apontam que o grupo utilizava uma rede estruturada de influenciadores digitais para divulgar plataformas de cassinos virtuais não regulamentadas nas redes sociais, entre elas o chamado Jogo do Tigrinho.

De acordo com a polícia, os investigados induziam seguidores ao erro ao divulgar supostos ganhos nas apostas e ostentar dinheiro em espécie. A estratégia seria usada para atrair novos jogadores por meio de links de afiliação, gerando lucro para os responsáveis pela divulgação das plataformas.

A apuração aponta ainda que o esquema apresentava divisão de tarefas entre os envolvidos, além de repetição e padronização das condutas ilícitas.

Foram apreendidos sete carros, duas motocicletas, celulares, tablets e notebooks, além de joias e dinheiro em espécie.

Com base nas provas reunidas pela investigação, a Polícia Civil pediu à Justiça mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pelo Juízo das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Piracicaba, com parecer favorável do Ministério Público.

A operação mobilizou policiais civis de todo o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9, incluindo equipes da DIG, DISE, DHPP e GOE, além de apoio das delegacias seccionais de Americana, Limeira, Piracicaba e Rio Claro.

Os equipamentos apreendidos serão submetidos à perícia telemática para extração de dados, que podem ajudar a identificar o fluxo financeiro da organização e os possíveis beneficiários do esquema de lavagem de dinheiro.

O inquérito policial segue em andamento e tramita sob sigilo judicial.

A ação foi conduzida pelo Setor de Combate à Corrupção, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) da Divisão Especializada de Investigações Criminais de Piracicaba.

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