As prefeituras da região de Campinas começaram a receber, nas últimas semanas, um imunizante que promete reforçar a proteção de bebês e crianças prematuros contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório).
O “nirsevimabe” é um anticorpo monoclonal, que promete ser um importante aliado contra a bronquiolite, doença que é muito comum entre os recém-nascidos com comorbidades.
Em entrevista ao CBN Campinas desta terça-feira (3), a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Americana, Carla Brito, explicou como esse reforço de proteção funciona.
“É a defesa pronta. Então a partir do momento que eu imunizo, que eu aplico no bebê, é imediata essa defesa. Não preciso de um tempo para o corpo reagir àquele estímulo [como nas vacinas]. Por isso que é importantíssimo: eu garanto a proteção do bebê no ato da aplicação”, detalhou.
A chegada do nirsevimabe aos municípios faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde, que totaliza cerca de 300 mil doses distribuídas em todo o país.
No estado de São Paulo, a expectativa é que, pelo menos, 40 mil bebês prematuros recebam o imunizante.
Carla Brito reforça que o nirsevimabe é exclusivo para bebês nascidos até 37 semanas, e crianças de até 24 meses que possuam algumas doenças crônicas.
“Doenças pulmonares crônicas, enfizemas, cardiopatias que estão em uso de medicações, crianças dependentes de oxigênio, enfim. É uma lista vasta de doenças até 24 meses. Então antes de completar dois anos de vida”, explicou.
A coordenadora afirmou que, em Americana, as equipes da Secretaria de Saúde têm realizado um trabalho de busca ativa às crianças elegíveis para a vacinação.
“Os hospitais podem solicitar direto para a Vigilância enquanto os prematuros estão internados ainda, ou algum bebê com comorbidade internado. E os que tiveram alta, bebês que saíram bem, que são prematuros elegíveis com menos de seis meses, as unidades estão convocando. E a gente também soltou notas à imprensa pedindo que os pais busquem um posto de saúde mais perto de casa, porque tem um formulário específico que precisa preencher. A gente precisa saber o peso atual do bebê, porque a dose muda”, orientou.
A DRS VII, o Departamento Regional de Saúde de Campinas, recebeu 1817 frascos e realizou, até esta terça-feira (3), 36 aplicações do imunizante nirsevimabe.