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Professora é apontada como autora do furto de material biológico na Unicamp

Soledad Miller é argentina e passa por audiência de custódia nesta terça-feira
Professora é apontada como autora do furto de material biológico na Unicamp
Foto: Reprodução/Currículo Lattes

A mulher presa em flagrante nesta segunda-feira (23) por suspeita de furto de material biológico da Unicamp, no final de semana, é professora da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos).

Soledad Palameta Miller é natural da Argentina e tem 36 anos. Ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. A docente passa por audiência de custódia na tarde desta terça-feira.

Segundo a Polícia Federal, que tem inquérito aberto sobre o caso, ela pode responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.

O advogado de defesa da pesquisadora, Pedro de Mattos Russo, declarou, ao g1 Campinas, não haver provas de materialidade do furto no Instituto de Biologia (IB). Russo afirmou que “a professora usava o laboratório do Instituto de Biologia da Unicamp por não ter estrutura própria”.

Na segunda-feira (23), a Polícia Federal declarou que o material biológico furtado do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada foi recuperado e encaminhado para análise do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Quem é a pesquisadora

Sediada na FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos), da Unicamp, Soledad Miller é coordenadora do Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos. Ela ingressou na instituição em 2025

Segundo o Portal do Docente e Pesquisador da Unicamp, ela atua em linhas de pesquisa em vigilância epidemiológica e desenvolvimento de diagnósticos e terapias relacionadas aos vírus transmitidos por alimentos e água.

Materiais manipulados

O laboratório onde ela atua trabalha com materiais classificados com níveis de biossegurança 2 e 3 (NB-2 e NB-3). Isso significa que os materiais podem causar doenças graves à vida humana e aos animais.

Segundo a apuração da CBN Campinas, no entanto, muitos dos materiais biológicos manipulados no local já possuem vacina ou tratamento.

Anvisa e órgãos não detalham o caso

A Unicamp disse permanecer à disposição das autoridades e reafirmou o compromisso com a integridade das pesquisas.

Os laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), que chegaram a ser interditados, foram liberados para uso ainda na segunda-feira.

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