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Senacon pede investigação sobre aumento dos combustíveis; tensão internacional já elevou preços em Campinas

Em Campinas, variação dos preços chega até R$ 0,40
combustíveis
Foto: Arquivo CBN

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, pediu que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica investigue aumentos nos preços dos combustíveis em postos da Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. 

O pedido foi feito depois que sindicatos desses estados relataram que distribuidoras elevaram os preços mesmo sem anúncio de reajuste nas refinarias da Petrobras. As entidades afirmaram que os aumentos foram justificados pela alta do petróleo no mercado internacional após ataques no Oriente Médio. 

A Senacon pediu ao Cade uma análise sobre possíveis práticas que prejudiquem a concorrência ou indiquem combinação de preços. 

Os sindicatos estaduais disseram que a tensão envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado o petróleo. No Rio Grande do Norte, o alerta também foi feito. Em Minas Gerais, há relatos de restrição na venda de combustíveis, valores mais altos para postos sem bandeira e falta de produto em algumas unidades. Em São Paulo, o sindicato afirmou que os reajustes foram repassados pelos postos porque os preços cobrados pelas distribuidoras subiram. 

Em Campinas, a CBN mostrou que a alta internacional já chegou aos postos, com variações de até R$ 0,40 no preço do litro de terça para quarta-feira. 

Gerentes relataram que as distribuidoras passaram a fazer entregas de forma racionada. Consumidores disseram que têm buscado aplicativos de desconto para economizar. 

O Recap, sindicato regional dos postos, informou que o mercado já sente os efeitos da guerra. Segundo a entidade, o diesel foi o produto mais impactado porque o Brasil importa parte relevante do que consome. As distribuidoras estão ajustando custos e repassando às redes. 

O preço do petróleo passou dos 100 dólares por barril, o maior valor desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. A instabilidade também foi agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo da região do Oriente Médio. 

O Ministério de Minas e Energia criou uma sala de monitoramento do abastecimento. O grupo vai acompanhar diariamente o mercado nacional e internacional e atuar com órgãos reguladores e representantes do setor. 

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