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Taxa de rotatividade da mão de obra no varejo de Campinas chega a 71,5%

A troca constante de funcionários tem se tornado rotina no varejo de Campinas. A empresa contrata e, pouco tempo depois, o trabalhador pede demissão ao conseguir uma oportunidade considerada melhor.

Taxa de rotatividade da mão de obra no varejo de Campinas chega a 71,5%
Foto: Sindilojas Campinas/Reprodução

A troca constante de funcionários tem se tornado rotina no varejo de Campinas. A empresa contrata e, pouco tempo depois, o trabalhador pede demissão ao conseguir uma oportunidade considerada melhor. E o processo seletivo recomeça para preencher a mesma vaga.

Os números confirmam o cenário. A taxa anual de rotatividade no varejo de Campinas chegou a 71,5% em 2025, o maior índice dos últimos seis anos. Os dados são do Novo Caged e foram analisados pelo Sindivarejista Campinas.

Em uma loja de maquiagens da cidade, todo o quadro de funcionárias foi renovado recentemente. Segundo a gerente da loja, Acuilla Suelen, as colaboradoras que saíram disseram que buscavam menor carga horária.

Um dos casos é o de Andressa Alves dos Santos, que pediu demissão após 14 anos na mesma empresa para assumir o cargo de gerente de unidade em outra loja.

Segundo o sindicato, o comércio varejista da cidade reúne 73 subsetores e mais de 60 mil trabalhadores com carteira assinada. Dez setores registraram rotatividade acima de 80% em um ano. Os quatro primeiros colocados superaram 100%. Artigos de viagem lidera o ranking, com 128%, seguido por calçados, com 119%, brinquedos e artigos recreativos, com 111%, e lojas de departamentos ou magazines, com 105%.

De acordo com o economista Jaime Vasconcelos, do Sindivarejista, a alta rotatividade também está relacionada ao crescimento das vagas formais e à redução da taxa de desemprego nos últimos anos.

Apesar de indicar aquecimento econômico, o cenário traz desafios. Para as empresas, há aumento de gastos com recrutamento, seleção, contratações e demissões. Além disso, a dificuldade de formar equipes experientes pode impactar a qualidade do atendimento e a produtividade.

Para os trabalhadores, a troca constante de emprego pode significar instabilidade de renda, dificuldade de progressão na carreira e insegurança.

Os especialistas alertam que é preciso ter calma ao escolher mudar de empresa, analisar com cuidado a proposta para que a mudança seja vantajosa.

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