A conclusão do leilão do transporte coletivo de Campinas, nesta quinta-feira (5), fez muitos usuários do sistema se perguntarem quando as mudanças começam a valer na prática.
Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), a transição das atuais operadoras para as vencedoras da licitação vai seguir um cronograma.
O processo inclui a validação dos documentos, o prazo de interposição de recursos e a posse efetiva das novas equipes e estruturas. Veja em detalhes:
🚌 #1 | Entrega das planilhas atualizadas: com base nos valores atualizados das propostas vencedoras no pregão. Prazo indeterminado para avaliação e aprovação pela Comissão de Licitação.
🚌 #2 | Publicação do julgamento: até três dias úteis para interposição de recursos. Não havendo questionamentos, publica-se a homologação.
🚌 #3 | Constituição das SPEs (Sociedades de Propósito Específico): abertura das pessoas jurídicas que vão representar as novas operadoras do transporte coletivo.
🚌 #4 | Assinatura do contrato: até 120 dias para a emissão da Ordem de Serviço, pelo poder público, que autoriza os investimentos.
🚌 #5 | Estruturação: até 180 dias para a aquisição dos veículos, estruturação das garagens e início da operação.
Novas gestoras
As empresas vencedoras vão assumir a gestão do transporte coletivo de Campinas por um período de 15 anos, que podem ser prorrogados por mais cinco. O contrato tem valor estimado de R$ 11 bilhões.
A modernização da frota deve ser uma das prioridades, com orçamento estimado em R$ 1,7 bilhão em melhorias durante os 15 anos. A expectativa é que R$ 900 milhões sejam injetados na troca dos veículos já nos primeiros cinco anos do contrato.
A expectativa é que também haja melhoria na tecnologia embarcada dos ônibus e nos recursos disponibilizados nos terminais e nas estações de transferência. Nestes locais, o investimento projetado é de R$ 1,9 bilhão ao longo dos 15 anos de contrato.