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Campinas fica abaixo da meta de alfabetização e acende alerta sobre ensino fundamental

Dados recentes de alfabetização mostram que Campinas e outras cidades da região ainda não atingiram o nível esperado de crianças que aprendem a ler e escrever na idade certa. O

Campinas fica abaixo da meta de alfabetização e acende alerta sobre ensino fundamental
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dados recentes de alfabetização mostram que Campinas e outras cidades da região ainda não atingiram o nível esperado de crianças que aprendem a ler e escrever na idade certa. O indicador é considerado essencial para o desenvolvimento educacional e social.

Segundo o Ministério da Educação, a alfabetização deve ocorrer até o segundo ano do ensino fundamental, quando os alunos têm, em média, sete anos. Nessa fase, as crianças passam por avaliações que medem leitura e interpretação de texto. Os resultados dessas provas compõem índices que indicam o desempenho dos municípios.

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Na Região Metropolitana de Campinas, o contraste chama atenção. Rafard lidera o ranking, com 90% das crianças alfabetizadas no tempo adequado. Já Campinas aparece entre os piores resultados, com menos de 50% dos alunos atingindo o nível esperado.

A meta nacional é que, até 2030, pelo menos 80% das crianças estejam alfabetizadas na idade correta.

Campinas e Sumaré abaixo do esperado

Entre as maiores cidades da região, Campinas foi a única a ficar abaixo de 50% no ano passado. O índice foi de 49%, enquanto a meta estabelecida era de 54%.

Sumaré também não atingiu o objetivo: 58% das crianças alfabetizadas, abaixo da meta de 62%.

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Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, responsável também pela aplicação do Enem.

Dificuldades na prática

A realidade enfrentada por alunos ajuda a explicar os números. A pedagoga e professora voluntária Luana Aparecida Teixeira acompanha crianças que ainda não desenvolveram habilidades básicas de leitura mesmo após a idade esperada.

Segundo ela, o acesso limitado aos materiais escolares prejudica o aprendizado.

“quando não permite que o aluno não leve o livro para casa, ele não consegue se aprofundar na matéria, ele nao consegue estudar o conteúdo dado na sala de aula. o resultado disso é o baixo conhecimento dos alunos.”

Outro ponto levantado é o impacto do uso excessivo de telas.

“a tela é prejudicial pra atenção do aluno. eles tao acostumado a rodar os stories. chega na sala de aula eles não tem a atenção devida. acham tudo desinteressante.”

Avaliação indica caminhos

Para o professor e mestre em educação Rodrigo Serra, os dados devem servir como base para ajustes nas políticas públicas.

“a quantidade de alunos em sala de aula; o trabalho do docente; a coordenação; professor e gestão; o que é necessário trabalhar em avaliação; algumas coisas precisam ser conservadas e outras modificadas…”

Ele defende que municípios com desempenho mais baixo busquem referências em cidades que conseguiram avançar nos indicadores.

Exemplos positivos na região

Alguns municípios já superaram as metas estabelecidas pelo Inep:

  • Piracicaba: 67% (meta de 63%)
  • Limeira: 71% (meta de 68%)
  • Indaiatuba: 72% (meta de 66%)

Os resultados mostram que estratégias pedagógicas, acompanhamento individualizado e integração entre escola e família podem fazer diferença.

Posicionamento das prefeituras

A Secretaria de Educação de Campinas afirma que o resultado ainda reflete os impactos da pandemia, que afetou tanto o ensino quanto a realidade socioeconômica das famílias.

Segundo a pasta, o município iniciou, em fevereiro, um plano de ações para melhorar os índices. A cidade registrou avanço de oito pontos percentuais entre 2024 e 2025 e espera crescimento gradual nos próximos anos.

Já a Prefeitura de Sumaré informou que acompanha os indicadores, destaca avanço de sete pontos percentuais e afirma investir em formação de professores, materiais didáticos, reforço escolar e atendimento individualizado.

Desafio até 2030

Com a meta nacional de 80% até 2030, especialistas apontam que o país ainda tem um longo caminho pela frente.

A alfabetização na idade certa é considerada decisiva para o desempenho escolar futuro e para o acesso pleno à cidadania.

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