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Casos de TDAH quase quadruplicam na região de Campinas e acendem alerta entre especialistas

Atendimentos cresceram 289% em seis anos e atingem principalmente crianças e adolescentes
Casos de TDAH quase quadruplicam na região de Campinas e acendem alerta entre especialistas
Foto: Reprodução/EPTV

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido como TDAH, é um transtorno neurobiológico que afeta a capacidade de concentração, controle de impulsos e nível de atividade.

A condição é caracterizada, principalmente, por três sintomas centrais: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Em crianças, os sinais mais comuns são dificuldade de manter o foco, agitação constante e problemas para concluir tarefas. Já em adultos, o transtorno pode se manifestar com desorganização, procrastinação, dificuldade em cumprir prazos e oscilações de humor.

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Apesar de ser amplamente discutido nos últimos anos, o TDAH ainda gera dúvidas e até preconceito, especialmente quando envolve o diagnóstico em crianças.

Na região de Campinas, os números chamam atenção. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que os atendimentos por TDAH cresceram 289% nos últimos seis anos.

Em 2020, foram registrados 1.699 atendimentos. Já em 2025, o número saltou para 6.618, o que representa uma média de 18 casos por dia.

A alta é puxada principalmente pelo público infantojuvenil. Só no ano passado, 89% dos atendimentos foram de crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, com predominância do sexo masculino.

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Especialistas apontam que o crescimento não significa necessariamente um aumento na quantidade de pessoas com o transtorno, mas sim uma maior capacidade de identificação.

Hoje, profissionais da saúde, como psiquiatras e pediatras, estão mais preparados para reconhecer os sinais do TDAH. Além disso, pais e escolas também passaram a observar com mais atenção comportamentos que antes poderiam ser ignorados ou confundidos com características da idade.

Ainda assim, o diagnóstico exige cuidado. Nem toda criança desatenta ou agitada tem TDAH, e a avaliação deve considerar fatores biológicos, psicológicos e sociais.

Na prática, o transtorno impacta diretamente a rotina das famílias. Muitas vezes, os primeiros sinais aparecem na escola, com dificuldade de aprendizado, concentração e interação.

Com o diagnóstico correto, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico, psicopedagógico e, em alguns casos, o uso de medicação. Estratégias simples no dia a dia também ajudam, como organização da rotina, apoio familiar e adaptação no ambiente escolar.

Especialistas reforçam que o suporte da família é essencial para o desenvolvimento da criança e para reduzir impactos emocionais, como baixa autoestima e ansiedade.

Além disso, o combate ao preconceito é um ponto importante. O TDAH não é “moda” nem falta de disciplina, mas uma condição real que exige compreensão e acompanhamento adequado.

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