Como sobremesa do almoço ou no intervalo do trabalho. Onde puder. Chocolate é assunto sério para a coordenadora comercial Giulia Matias.
“Chocolate ao leite, amargo… Eu gosto de basicamente todos os tipos, todas as marcas, todos os tipos de recheios. Com nozes, com castanhas. Eu adoro”, conta.
Para não cair na mesmice, ela sempre tem uma grande variedade por perto, mas uma pesquisa da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), em Piracicaba, mostra que essa diferença, em alguns casos, pode ser só da embalagem.
Ao longo de dois anos e meio, 200 amostras de barras de chocolates branco, ao leite, meio amargo e amargo foram colocadas dentro de uma máquina capaz de analisar o teor de cada pedaço.
A ideia vem de uma verdadeira “chocólatra”. A bióloga e pós-doutora em análise de chocolates, Karina Gonçalves.
“Para entender tanto a porcentagem de cacau dos chocolates, quanto outros aspectos como os ingredientes nos chocolates que a gente consome”, explica.
A análise levou em consideração produtos nacionais e importados de 116 marcas.
Na hora de apreciar um pedacinho de chocolate, o sabor já não é a única forma confiável de saber o tipo que está consumindo.
“A sensação do consumidor é de consumir um chocolate com mais cacau. Na verdade, ele está consumindo um produto que tem a mesma proporção de açúcar e cacau do que um chocolate branco e ao leite. No ao leite, tem o leite em pó, que geralmente é a segunda posição na lista de ingredientes. No chocolate meio amargo, você não tem o leite em pó”, diz a especialista.
Mas para a Giulia, que você conheceu no início da matéria, apesar dessa notícia, o hábito do chocolate sempre por perto não deve mudar, não.