O reajuste anual dos medicamentos começou a valer neste mês em todo o país. A alta foi autorizada pelo Governo Federal e pode chegar a até 3,81%, dependendo da categoria do remédio.
O reajuste funciona como um teto e foi dividido em três faixas. Os percentuais variam de acordo com o nível de concorrência no mercado. Medicamentos com mais fabricantes, como os genéricos, podem ter aumento maior. Já os remédios com menos concorrência ficam nas faixas mais baixas.
Na prática, o nível mais alto permite reajuste de até 3,81%. O intermediário chega a 2,47%. E o mais baixo, a 1,13%.
O aumento não é automático. As farmácias decidem se vão aplicar e em qual percentual, desde que respeitem o limite definido pelo governo. O repasse também pode ser feito de forma gradual, ao longo dos próximos meses.
O impacto já preocupa quem depende de remédios no dia a dia. É o caso da dona de casa Solange Alves da Silva. A despesa mensal com remédios gira em torno de R$ 500. Depois de uma cirurgia, o valor quase triplicou.
A professora Bruna Bossolan gasta cerca de R$ 700 por mês com os remédios do filho, de três anos, que faz tratamento desde que nasceu. Agora, a estratégia vai ser intensificar a busca por descontos.
Para o consumidor, o impacto varia. Quem usa medicamentos contínuos tende a sentir mais o aumento ao longo do tempo. Já a concorrência entre marcas e a oferta de genéricos podem ajudar a segurar os preços.
Além disso, farmácias mantêm políticas próprias de desconto e programas de fidelidade, o que pode reduzir o valor final pago.
Na prática, o reajuste autorizado não significa aumento imediato nem igual para todos os medicamentos.