O gás de cozinha ficou mais caro e já pesa no bolso das famílias em Campinas. Em algumas revendedoras, o reajuste chegou a R$ 15. O botijão de 13 quilos, que vinha sendo vendido por cerca de R$ 109 desde meados de fevereiro, agora já aparece por até R$ 115 em bairros como Jardim São Gabriel e Jardim Amazonas.
A alta gerou troca de críticas entre a Petrobras e as distribuidoras. A estatal afirma que houve aumento nas margens de lucro das empresas nos últimos anos. Dados da Empresa de Pesquisa Energética mostram que, entre 2019 e 2023, essas margens mais que dobraram.
Mesmo com a subvenção federal de R$ 850 por tonelada de gás importado, o consumidor já sente o impacto. A política funciona como uma ajuda do governo para tentar segurar o preço do gás.
Em um restaurante no Jardim Leonor, o gasto com gás aumentou. No último reabastecimento, o custo foi R$ 198 maior. A proprietária Beatriz Reis diz que o reajuste pressiona as contas e pode chegar ao preço dos pratos.
O custo alto também é sentido dentro das casas, como conta a campineira Aracélia Reis.
Especialistas apontam que o cenário internacional influencia. O conflito no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, o que afeta diretamente o gás de cozinha, como detalha o economista Fabrício Pessato.
O governo federal anunciou medidas para tentar frear a alta, incluindo o subsídio ao gás importado, com o objetivo de equilibrar os preços com o produto nacional. Mas nem sempre essas medidas de redução chegam ao consumidor.
O Sindigás informou que não comenta preços, mas reconhece que fatores externos impactam os custos. A entidade também afirma que não interfere nas políticas das distribuidoras.
Já a Prefeitura de Campinas disse que, por enquanto, não há impacto no programa de distribuição de gás para famílias de baixa renda.
