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Guarda preso por sequestro mantinha vínculos com facções e comércio de armas, aponta investigação

O guarda municipal de Indaiatuba, Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de 34 anos, é investigado por envolvimento com facções criminosas e comércio ilegal de armas. Ele foi preso nesta

Guarda preso por sequestro mantinha vínculos com facções e comércio de armas, aponta investigação
Foto: Reprodução/Instagram

O guarda municipal de Indaiatuba, Álvaro Augusto Barbosa dos Santos Ribeiro, de 34 anos, é investigado por envolvimento com facções criminosas e comércio ilegal de armas. Ele foi preso nesta terça-feira (7), suspeito de integrar uma quadrilha especializada em extorsão mediante sequestro.

De acordo com a Polícia Civil, mensagens interceptadas indicam a participação do agente em negociações de armamentos, incluindo revólveres calibre .38 e pistolas 9 mm. Em uma das conversas, há ainda tratativas para a venda de um fuzil calibre 5.56.

No celular do guarda, os investigadores também encontraram mensagens com comunicados atribuídos a facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, incluindo conteúdos que mencionam uma possível aliança entre os grupos.

O delegado responsável pelo caso, Gilbor Miter Júnior, afirmou que ainda será apurado se o suspeito utilizava o cargo público para facilitar as atividades criminosas.


Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informou que está em andamento o pedido de afastamento do agente por 60 dias e que o órgão está à disposição para colaborar com as investigações.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Ribeiro.

A operação, batizada de “Criptonita” e conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, é um desdobramento de uma investigação iniciada pelo 34º Distrito Policial (Morumbi), na Zona Sul de São Paulo, após o sequestro de um operador de criptomoedas em fevereiro de 2025.

Segundo a apuração, a vítima havia recebido valores para comprar criptomoedas e realizar movimentações financeiras para o grupo criminoso. No entanto, as transações foram bloqueadas por instituições financeiras, o que teria motivado o sequestro.

O valor envolvido na disputa chega a R$ 70,8 milhões, de acordo com os investigadores. O homem também responde na Justiça por furto qualificado e associação criminosa, acusado de desviar mais de R$ 146 milhões de um banco por meio de transferências via PIX no ano passado.

Após ser preso anteriormente, ele foi solto neste ano para responder ao processo em liberdade.
O homem foi sequestrado em fevereiro do ano passado, após ser abordado por criminosos no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital paulista. Ele foi levado para um cativeiro em um sítio em Santa Isabel, na Grande São Paulo, onde teria sido agredido e ameaçado para devolver a quantia milionária.

A vítima foi libertada após a namorada acionar a polícia, depois de receber mensagens enviadas por ele relatando o sequestro. Na ocasião, os suspeitos chegaram a ser presos em flagrante, mas foram posteriormente liberados.

Até a última atualização desta reportagem, quatro pessoas haviam sido presas – uma delas em Natal, no Rio Grande do Norte.

A Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram a prisão temporária dos investigados por 30 dias, por considerarem a medida necessária para o avanço das investigações.

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