A Justiça liberou, nesta terça-feira, 18 investigados que tinham sido presos durante a Operação Fallax, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal para apurar um esquema de fraudes bancárias. Outros três alvos continuam foragidos.
A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Federal Florisvaldo Emílio das Neves. Segundo ele, a investigação segue, com análise de documentos apreendidos e de dados fiscais e bancários. Se houver necessidade, os investigados que forem localizados poderão ser chamados para prestar depoimento.
Entre os liberados está Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, morador de Americana, apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do esquema.
As investigações indicaram que o grupo atuava por meio de empresas de fachada e do uso de laranjas, além da cooptação de funcionários do sistema financeiro. Pessoas recebiam valores baixos, como 150 ou 200 reais, para emprestar o nome a empresas usadas nas fraudes. Gerentes de banco também recebiam comissões para facilitar a abertura de contas e a liberação de crédito.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema resultou na abertura de várias contas bancárias e na contratação de empréstimos milionários. Já foram identificadas movimentações de pelo menos 47 milhões de reais, mas o valor total das fraudes pode passar de 500 milhões.
Ao todo, a Justiça expediu 21 mandados de prisão. Quinze pessoas foram presas no dia da operação, na quarta-feira passada. Outras três se apresentaram na Polícia Federal na sexta-feira e todas foram liberadas nesta terça.
Os três investigados que continuam foragidos são Ariovaldo Alves de Assis Negreiro Junior, de Osasco; Igor Gustavo Martins Avela, de São Paulo; e Carlos Ramiro Rodrigues, de Rio Claro.
Além dos alvos com prisão decretada, outras 12 pessoas foram investigadas com mandados de busca e apreensão. Entre elas está um empresário do setor financeiro, que informou, por meio da defesa, que vai prestar esclarecimentos assim que tiver acesso aos autos.
A operação cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também houve apreensão de computadores, celulares e documentos, além do bloqueio e sequestro de bens, veículos e valores até o limite de 47 milhões de reais.