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Justiça solta 18 presos da Operação Fallax; três seguem foragidos

Se houver necessidade, os investigados que forem localizados poderão ser chamados para prestar depoimento.
Operação Fallax
Foto: Victor Hugo Bittencourt/EPTV

A Justiça liberou, nesta terça-feira, 18 investigados que tinham sido presos durante a Operação Fallax, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal para apurar um esquema de fraudes bancárias. Outros três alvos continuam foragidos. 

A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Federal Florisvaldo Emílio das Neves. Segundo ele, a investigação segue, com análise de documentos apreendidos e de dados fiscais e bancários. Se houver necessidade, os investigados que forem localizados poderão ser chamados para prestar depoimento. 

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Entre os liberados está Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, morador de Americana, apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do esquema. 

As investigações indicaram que o grupo atuava por meio de empresas de fachada e do uso de laranjas, além da cooptação de funcionários do sistema financeiro. Pessoas recebiam valores baixos, como 150 ou 200 reais, para emprestar o nome a empresas usadas nas fraudes. Gerentes de banco também recebiam comissões para facilitar a abertura de contas e a liberação de crédito. 

De acordo com a Polícia Federal, o esquema resultou na abertura de várias contas bancárias e na contratação de empréstimos milionários. Já foram identificadas movimentações de pelo menos 47 milhões de reais, mas o valor total das fraudes pode passar de 500 milhões. 

Ao todo, a Justiça expediu 21 mandados de prisão. Quinze pessoas foram presas no dia da operação, na quarta-feira passada. Outras três se apresentaram na Polícia Federal na sexta-feira e todas foram liberadas nesta terça. 

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Os três investigados que continuam foragidos são Ariovaldo Alves de Assis Negreiro Junior, de Osasco; Igor Gustavo Martins Avela, de São Paulo; e Carlos Ramiro Rodrigues, de Rio Claro. 

Além dos alvos com prisão decretada, outras 12 pessoas foram investigadas com mandados de busca e apreensão. Entre elas está um empresário do setor financeiro, que informou, por meio da defesa, que vai prestar esclarecimentos assim que tiver acesso aos autos. 

A operação cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também houve apreensão de computadores, celulares e documentos, além do bloqueio e sequestro de bens, veículos e valores até o limite de 47 milhões de reais. 

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