Os acidentes com animais peçonhentos seguem em alta nas regiões de Campinas e Piracicaba, com destaque para as picadas de escorpiões, que já representam mais da metade dos casos registrados neste ano.
Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado apontam que 54,7% das ocorrências envolvendo animais peçonhentos foram causadas por escorpiões, somando 2.023 registros. Na sequência aparecem acidentes com aranhas, abelhas, lagartas e serpentes.
Até a última sexta-feira (17), a região contabilizou 899 atendimentos de pessoas picadas por escorpiões. Os ataques são os mais frequentes e concentram a maior parte dos casos, sendo o escorpião-amarelo o principal responsável pelas ocorrências mais graves.
Outro fator que contribui para o aumento desses acidentes é a capacidade de reprodução da espécie. As fêmeas conseguem se reproduzir sozinhas, sem necessidade de acasalamento. Além disso, segundo a bióloga Regina Lex, do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba, os escorpiões estão cada vez mais adaptados ao ambiente urbano, principalmente à rede de esgoto.
Em relação às áreas do corpo mais atingidas, mãos e pés lideram os registros. As mãos concentram quase 22% dos casos, seguidas pelos dedos das mãos, com 21%, e pelos pés, com 17%.
O tempo de procura por atendimento também chama atenção: em cerca de 72% dos casos, as vítimas buscam ajuda em até uma hora após o acidente. O risco é maior, principalmente, para crianças e idosos.
A orientação da Secretaria da Saúde é que, em caso de picada por escorpiões ou qualquer outro animal peçonhento, a pessoa procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima para receber o tratamento adequado o quanto antes.
Atualmente, o estado conta com 221 pontos de atendimento com soro antiveneno disponíveis para casos desse tipo.
