Um médico de 38 anos, investigado por suspeita de violência sexual contra um paciente durante atendimento no Hospital Municipal de Itapira, foi preso em flagrante e liberado após passar por audiência de custódia.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o profissional foi autuado pelo crime de violação sexual mediante fraude. O caso é investigado pela Polícia Civil e corre sob segredo de Justiça.
A denúncia partiu de um paciente de 39 anos, que procurou outros profissionais de saúde após o atendimento e foi orientado a acionar a polícia.
Segundo a investigação, a autoridade policial reuniu depoimentos, imagens e outros elementos antes de determinar a prisão em flagrante.
Em entrevista, a delegada responsável detalhou os procedimentos adotados:
“Como todo caso que chega na delegacia, a gente toma as providências iniciais, colhendo provas, eu procedi a oitiva dos policiais que conduziram a vítima, da própria vítima, outras testemunhas. O setor de investigações coletou também câmeras de segurança para corroborar o alegado e também ouvir o investigado. Como você já salientou, eu não posso dar detalhes, né? Porque é um crime contra a dignidade sexual, então a gente não pode divulgar. Só que havia indícios suficientes de autoria e materialidade, decretei a prisão do investigado, ele passou por audiência de custódia e vai responder o processo em liberdade.”
Hospital abre sindicância
O Hospital Municipal de Itapira informou que o médico atuava de forma terceirizada e não integra o quadro de servidores públicos.
Em nota, a unidade afirmou que abriu sindicância interna assim que tomou conhecimento do caso e destacou que repudia qualquer conduta que viole princípios éticos, direitos humanos e a dignidade dos pacientes.
O hospital também declarou que está à disposição das autoridades e colabora com as investigações.
Polícia orienta possíveis vítimas
A delegada também fez um alerta sobre a importância de denunciar situações suspeitas:
“Eu acho muito importante essa matéria nesse tocante, que as pessoas que tenham conhecimento desses fatos ou que cheguem até elas, que nos procurem, que se aconteceu com vocês qualquer fato parecido ou se houve um fato em algum setor público ou privado que te deixou desconfortável, não se cale, busque ajuda. Ah, mas eu não tenho certeza. Não importa, venha falar, a gente vai atender, vai apurar se de fato houve um crime ou não. Se você não quiser vir até a polícia num primeiro momento, procura outros médicos ou outros enfermeiros, depende da especialidade pela qual você passou e se sentiu desconfortável, porque o silêncio, ele vai gerar impunidade e novas vítimas, que é o que a gente busca findar com isso.”
Defesa nega irregularidades
A defesa do médico nega as acusações e afirma que o atendimento seguiu um procedimento clínico padrão.
