O Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo já salvou 381 vítimas de crimes como indução ao suicídio e estupro virtual. O grupo especializado atua de forma silenciosa, mas ganhou repercussão nesta semana ao desarticular uma rede que perseguia a família da adolescente Nicole Poggére, morta em Hortolândia no ano passado. Uma ação interestadual aconteceu em São Paulo, Minas Gerais e Pará para desmobilizar uma onda de ataques e ameaças sofridos pela mãe da garota, que foi esfaqueada e esquartejada pelo namorado adolescente com participação da namorada dele.
Os agentes da Polícia Civil utilizam softwares de inteligência para monitorar plataformas com baixa moderação, onde crimes são combinados e transmitidos ao vivo.
A delegada Lisandrea Colabuono, coordenadora do núcleo, destaca que a prioridade do trabalho é preservar a vida das vítimas.
O Noad foi criado em 2024. De lá até agora, a investigação aponta que 90% dos agressores são adolescentes. Segundo a delegada, esses jovens buscam reconhecimento em grupos extremistas por meio da perversidade, e consideram que isso é algo “normal”.
Para os pais, tios, responsáveis de uma forma geral, a delegada Lisandrea Colabuono alerta que mudanças bruscas de comportamento e o uso excessivo ou aversão às telas podem indicar que o jovem está em perigo.
O registro de boletim de ocorrência é fundamental para que o Noad possa ter conhecimento do caso e iniciar uma investigação mais aprofundada. Mas, também é possível encaminhar uma mensagem diretamente ao núcleo, pelo e-mail nucleo.noad@sp.gov.br.