Uma pane no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo afetou voos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, na manhã desta quinta-feira (9).
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, responsável pela administração do terminal, afirmou que os pousos e decolagens foram interrompidos das 9h às 10h08.
Até a tarde desta quinta, foram registrados 24 atrasos de voos de chegada e 40 de voos de partida. Também foram cancelados 6 voos de chegada e 8 voos de partida.
A concessionária também destacou, em nota, que “todos os protocolos de contingência do aeroporto foram prontamente acionados para mitigar os impactos”.
O problema também provocou impactos em outros aeroportos paulistas, incluindo:
o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista;
o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana; e
o Aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte.
Informações iniciais indicam que um incêndio no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste pode ter causado a falha. Os bombeiros foram acionados.
De acordo com a Azul, a empresa registrou cancelamento em 24 voos, além de outros 9 que precisaram ser alternados. Foram afetadas as operações de pouso e decolagem nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos.
“A companhia ressalta que está em contato permanente com as autoridades aeronáuticas para minimizar os impactos. Os clientes afetados estão recebendo a assistência prevista”.
A Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo controle do tráfego aéreo no país, informou que “houve uma interrupção temporária das operações aéreas devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo. Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo. A FAB informa, por fim, que as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo DECEA.”
Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que acionou “um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário”.
“Como a operação aparentemente já foi restabelecida, neste primeiro momento a Anac está concentrando as ações em duas frentes principais: levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas e estimativa do potencial de passageiros impactados”, disse o texto. A agência também destacou que vai acompanhar, ao longo do dia, os reflexos nos aeroportos e os eventuais “efeitos em cascata na malha”.
Já o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) afirmou que “foi identificado um problema técnico no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo”.
“A Agência Nacional de Aviação Civil e o Ministério de Portos e Aeroportos, com o apoio das concessionárias de Guarulhos (GRU Airport) e de Congonhas (AENA), estão trabalhando conjuntamente para identificar os possíveis impactos na malha aérea”, complementou.
