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Presidente da Ponte Preta se manifesta após aprovação das contas com déficit superior a R$30 milhões

Em carta enviada através da assessoria de imprensa, Luiz Antônio Alves Torrano, presidente da Ponte Preta, se manifestou sobre a aprovação de contas de 2025 pelo Conselho do clube, que
Presidente da Ponte Preta se manifesta após aprovação das contas com déficit superior a R milhões
Foto: Marcos Ribolli/PontePress

Em carta enviada através da assessoria de imprensa, Luiz Antônio Alves Torrano, presidente da Ponte Preta, se manifestou sobre a aprovação de contas de 2025 pelo Conselho do clube, que apresentou um déficit de mais de R$30 milhões.

No documento, Torrano fez questão de ressaltar que os números também foram aprovados pelo Conselho Fiscal do clube e também por uma empresa de auditoria.

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No final do texto, o presidente da Ponte Preta alerta para a preocupação com a questão financeira, incluindo outros clubes da Série A e B.

Veja a nota na integra:

O Balanço Patrimonial da Associação Atlética Ponte Preta, conforme legislação federal em vigor e atendendo Normas Estatutárias do clube, em conformidade com orientações do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), bem como aprovado pelo Conselho Fiscal da Associação Atlética Ponte Preta e pela empresa de auditoria independente Audicorp, foi apresentado no dia de ontem (segunda-feira, 13). A apresentação ocorreu conforme Edital de Convocação que especificava convocação às 18h30 em primeira chamada e 19h, em segunda chamada.

O documento foi apresentado ao Egrégio Conselho Deliberativo da Associação Atlética Ponte Preta, que é composto por 300 conselheiros, sendo 150 natos e 150 eleitos, e aprovado com 112 votos favoráveis.

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A reunião contou com a presença de 138 conselheiros, que representa 46% da totalidade com direito a participação. Um número recorde nos últimos 25 anos, em que a média sempre girou em torno de 60 conselheiros presentes.

O Balanço Patrimonial, conforme Norma Estatuária, foi apresentado pelo Diretor Financeiro Dr. Hamilton Caviolla Filho, teve a aprovação do Conselho Fiscal, que é presidido pelo Dr. Tagino Alves dos Santos e aprovado pela empresa Audicorp Auditores Independentes. Os trabalhos foram presididos pelo presidente do Conselho Deliberativo da Associação Atlética Ponte Preta, Dr. José Armando Abdalla Júnior.

Durante a apresentação foi franqueado aos conselheiros os questionamentos que se fizessem necessários. Alguns fizeram indagações que acharam necessárias e foram prontamente atendidos em suas dúvidas.

Vale ressaltar que em apresentação de Balanço Patrimonial sempre ocorrem ressalvas da empresa de auditoria, sendo estas as principais solicitações de esclarecimentos por parte de conselheiros.

A respeito do item “Intangíveis” que relata valor de R$ 79 milhões, este número se refere ao uso por parte dos clubes como parâmetro de valoração de seus atletas quanto aos valores estipulados em multas contratuais para o caso de rescisão unilateral ou proposta de negociação. Estas podem ser muito maiores e, às vezes, muito menores. Por isso, usa-se o termo intangíveis (algo que não se consegue tanger; que não pode ser tocado; intocável).

No item “Fornecedores/Títulos a Pagar” a ressalva dos auditores independentes se refere à ação de cobrança de R$ 109 milhões proposta pelo ex-presidente Sergio contra a Associação Atlética Ponte Preta.

Como essa demanda já foi jugada em Segunda Instância e, caso seja sacramentada em Terceira Instância, este valor será bastante reduzido. Estes foram os questionamentos que foram respondidos e forma clara e objetiva.

Constantemente, é explicado pela Diretoria que quando não há venda de jogador, a Ponte Preta acaba observando déficit de pelo menos R$ 25 milhões no ano. Como disputamos a Série C no passado, as receitas foram extremamente reduzidas e deixamos de receber, só em cota de televisão cerca de R$ 7 milhões.

A Ponte Preta vem trabalhando incansavelmente para reduzir seus custos operacionais e aumentar sua arrecadação com patrocinadores para tentar reduzir seu déficit orçamentário. Não podendo esquecer a inflação nos salários de atletas que ocorreram nos últimos três anos.

Importante salientar que em reunião semana passada na sede da CBF com clubes das Séries A e B, a maioria da Série B e alguns da Série A relataram que o dinheiro deste ano será suficiente apenas para se sustentar até julho deste ano.

O aspecto financeiro é negativo e crônico no futebol brasileiro como um todo.

Luiz Antônio Alves Torrano

Presidente Associação

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