Um professor suspeito de importunação sexual contra uma aluna foi demitido da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), em Indaiatuba. O desligamento, oficializado no último dia 2, se deu após a conclusão de um procedimento disciplinar, que classificou a conduta de Edson Luiz Pereira, de 69 anos, como “ilícita”.
Além da penalidade administrativa, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade investigou a situação e apresentou um relatório à Justiça. Isso resultou em uma ação judicial criminal.
As apurações foram motivadas por um boletim de ocorrência registrado pela aluna. Nele, a vítima relata que o professor “encostou o quadril dele no glúteo dela” e, na sequência, “passou a mão no glúteo”.
Em nota, o Centro Paula Souza, responsável pelo gerenciamento das unidades da Fatec, confirmou o desligamento de Edson e disse que adotou medidas após tomar conhecimento do caso.
A entidade ainda disse que a investigação administrativa foi encaminhada à Procuradoria de Procedimentos Disciplinares da Procuradoria Geral do Estado e reforçou canais de denúncia.
A defesa de Edson não quis se manifestar.
O caso aconteceu em 17 de agosto de 2023, em uma aula do curso de Gestão de Serviços na Fatec, em Indaiatuba.
Segundo o boletim de ocorrência, como o curso estava no início – era apenas a segunda aula com Edson , todos os alunos da sala se juntaram para fazer uma fotografia. Durante o registro, o professor estava atrás da vítima, hoje com 32 anos. Ainda conforme o relato, ele “encostou o quadril dele no glúteo dela” e, na sequência, “passou a mão no glúteo”.
A aluna conta aos policiais que ficou constrangida com a situação, saiu de perto e depois notificou a direção da Fatec, que orientou a necessidade de registro da ocorrência.
Em 23 de agosto de 2023, a vítima voltou à DDM de Indaiatuba para pedir uma medida protetiva contra Edson, já que ele teria a abordado em sala de aula e perguntado se estava “tudo bem” e se estava “acontecendo alguma coisa”.
A importunação foi investigada tanto na esfera administrativa quanto na criminal. Na administrativa, o procedimento disciplinar concluiu, em 13 de março de 2026, pela demissão por justa causa do professor por “restar comprovado o ilícito”.
Ele tentou recorrer da decisão, mas, em 30 de março deste ano, a sentença foi mantida. O desligamento foi oficializado por meio de uma portaria em 2 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado.
Já na esfera criminal, a Polícia Civil concluiu as apurações e apresentou relatório à Justiça em 2023, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Nas oitivas, pelo menos seis pessoas prestaram depoimento como testemunhas da importunação.
- com informações do g1 Campinas
