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Professora de Campinas com doença degenerativa realiza morte assistida na Suíça e deixa vídeo de despedida

Professora de Campinas com doença degenerativa realizou morte assistida na Suíça e deixou vídeo emocionante defendendo o direito à escolha no Brasil.
Professora de Campinas com doença degenerativa realiza morte assistida na Suíça e deixa vídeo de despedida
Foto: Reprodução/Redes sociais

A professora de Campinas (SP) Célia Maria Cassiano passou por um procedimento de morte assistida na Suíça nesta quarta-feira (15), após enfrentar o avanço de uma doença degenerativa.

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Diagnosticada com atrofia muscular progressiva, uma condição do neurônio motor que causa perda gradual dos movimentos, Célia compartilhava nas redes sociais os desafios da doença desde 2024. Com o agravamento do quadro, passou a depender de cuidadores para atividades básicas, como se alimentar e tomar banho.

Formada em Ciências Sociais e com mestrado pela Unicamp, ela atuou como educadora na área de artes em instituições como o Sesc e a Esamc, em Campinas.

Decisão e despedida

Nos últimos meses, Célia organizou de forma reservada a viagem à Suíça, país que permite o suicídio assistido em determinadas condições, inclusive para estrangeiros.

Antes do procedimento, ela publicou um vídeo de despedida em que explicou a decisão e descreveu os últimos dias no país.

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“Vivi uma vida deliciosa. Esses últimos dias foram os melhores da minha vida”, afirmou.

Durante a viagem, ela relatou experiências marcantes, como visitas a museus e passeios, além do apoio de pessoas que a acompanharam.

No vídeo, também fez um apelo para que o tema seja debatido no Brasil.

“Lutem por esse direito no Brasil. A escolha de uma morte digna não é uma obrigação, é uma possibilidade para quem desejar”, disse.

Situação no Brasil

No Brasil, tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido são considerados ilegais e podem ser enquadrados como homicídio ou indução ao suicídio.

Por outro lado, a ortotanásia, que permite que pacientes em estado grave recusem tratamentos que prolonguem artificialmente a vida, é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina.

A discussão sobre o direito à morte assistida ainda é cercada de debates éticos, jurídicos e médicos no país.

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