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Projeto Orion: Entenda como será laboratório de biossegurança máxima em Campinas

O Brasil vai ganhar, em Campinas, o primeiro laboratório de nível máximo de biossegurança, voltado ao estudo de vírus altamente letais. O projeto, chamado Orion, está sendo construído dentro do

Projeto Orion: Entenda como será laboratório de biossegurança máxima em Campinas
Foto: CNPEM/Divulgação

O Brasil vai ganhar, em Campinas, o primeiro laboratório de nível máximo de biossegurança, voltado ao estudo de vírus altamente letais. O projeto, chamado Orion, está sendo construído dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, o CNPEM.

Ele está localizado ao lado do Sirius, uma das principais estruturas científicas do país. As obras do complexo começaram pelo subsolo, em um terreno ao lado do acelerador de partículas. O Orion vai reunir um conjunto de laboratórios com protocolos extremamente rígidos de segurança. Com o nível mais alto de biossegurança, o NB-4, será possível estudar vírus como o Ebola.

Ainda no primeiro semestre deste ano, a estrutura deve começar a ganhar forma acima do solo. Enquanto isso, uma equipe de pesquisadores passa por treinamento dentro do próprio CNPEM, em um centro preparado para simular as condições de trabalho. Quem explica o andamento é a gerente de biossegurança, Tatiana Ometto.

Os laboratórios biológicos são divididos em quatro níveis de segurança. O Orion vai abrigar três deles. O NB-2, de risco moderado, com ambientes confinados conhecidos como capelas. O NB-3, de risco elevado, voltado ao estudo de agentes mais perigosos. E o NB-4, o mais alto nível, destinado a micro-organismos altamente letais.

A estrutura do prédio inclui dois andares dedicados exclusivamente ao tratamento do ar que será respirado pelos pesquisadores. Para acessar o laboratório NB-4, o mais seguro, será necessário passar por pelo menos oito etapas de controle, em um processo que pode levar cerca de uma hora.

Dentro do laboratório, os cientistas vão usar macacões pressurizados, semelhantes aos de astronautas. O equipamento recebe oxigênio de fora do ambiente, por meio de mangueiras, isolando completamente o profissional do ar interno. Além disso, será obrigatório o uso de botas e luvas específicas.

Os protocolos incluem ainda banhos com desinfetante na entrada e na saída das áreas de risco, além da higienização pessoal completa.

Por enquanto, o canteiro de obras do Orion ainda tem tapumes e um grande terreno em preparação. Mas autoridades já discutem como será feita a fiscalização das pesquisas no local, que deve abrigar amostras de alguns dos vírus mais perigosos do mundo.

Segundo a gerente de biossegurança do CNPEM, Tatiana Ometto, como o laboratório NB-4 ainda está em construção no Brasil, os processos de fiscalização estão sendo definidos pelo governo federal. As regras devem seguir normas internacionais e envolver órgãos como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Saúde.

Com informações de Heitor Moreira/EPTV.

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