As recusas ao teste do “bafômetro” (etilômetro) foram as infrações mais registradas no trânsito de Campinas em março. Foram 148 casos, 15% do total registrado nas blitze realizadas pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) no terceiro mês do ano. Esse número é 72% maior do que o total registrado em fevereiro, quando foram 86 ocorrências.
Na sequência aparecem os carros com licenciamento irregular, que foram 136 ocorrências; os veículos com escapamento defeituoso ou sem silenciador, 107 casos; e o pneu liso ou “careca”, 65 infrações.
O teste do bafômetro foi aplicado 4.172 vezes, em 21 operações integradas em parceria com a Guarda Municipal e a Polícia Militar.
Desse total, foram 152 recusas ao teste do bafômetro e quatro casos de direção sob influência do álcool. Em um dos casos, o medidor indicou 0,76 mg/L de álcool. O condutor foi encaminhado ao Distrito Policial.
As blitze da Emdec em março também identificaram 987 casos de conduta de risco. Em 52,6% do total, as motos estavam envolvidas. Outros 45,5% correspondiam aos automóveis. Segndo a autarquia, uma moto autuada pelos agentes tinha mais de R$ 9,7 mil em débitos com infrações de trânsito.
Somente no primeiro trimestre de 2026, foram 72 blitze realizadas e quase 2.400 condutas de risco identificadas. 15% delas por recusa aos testes com bafômetro.
Dirigir sob influência de álcool é uma infração gravíssima que pode ser multiplicada por 10, com multa de R$ 2.934,70, recolhimento e suspensão da CNH por 12 meses.
Caso o motorista apresente teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L, ele pode responder por crime de trânsito. As penas podem variar de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir veículo automotor.
