Uma mulher foi presa pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23) por suspeita de participação em um esquema clandestino de venda de canetas emagrecedoras em Bragança Paulista.
Os trabalhos foram conduzidos pela 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Campinas), que vinham colaborando com as apurações do GAECO (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná.
O grupo identificou uma organização responsável por importar, ilegalmente, a tirzepatida, princípio ativo usado em canetas emagrecedoras. O composto é proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas estaria sendo importado do Paraguai.
Investigações da DIG chegaram a uma esteticista de Campinas, que era compradora das canetas emagrecedoras e teve o celular apreendido.
Por meio das informações do aparelho, foi possível rastrear o destino da substância ilegal e chegar ao nome de uma empresária, que foi alvo da operação de hoje, como explicou o delegado Luiz Fernando Dias.
“Segundo essa pessoa que foi identificada lá na cidade ainda em fevereiro, ela havia encomendado por meio de uma amiga que era funcionária da mulher alvo de hoje. Em decorrência de todas as circunstâncias e da suspeita de que ela trazia em quantidade significativa esse medicamento do Paraguai para o Brasil, nós representamos pela concessão de um mandado de busca e apreensão para o endereço dela”, explicou.
Em interrogatório, a mulher presa alegou que começou a usar a substância para fins pessoais, em agosto do ano passado, e devido à facilidade de compra, começou a trazer o medicamento sob encomenda para terceiros.
O delegado também explica que as conversas apontam para indícios de que esta empresária atuava na venda, orientação de uso e cobrança de clientes.
“Ali, conversas antigas e recentes demonstram que ela realmente recebia encomendas de pessoas da região, inclusive de esteticistas, farmácias, para trazer esse medicamento do Paraguai e depois revender”, contou.
O marido desta mulher presa hoje é piloto de avião e a Polícia Civil investiga se ele teve participação na importação ilegal da tirzepatida.
A empresária permanece presa e deve responder por Crime contra a Saúde Pública. O crime é inafiançável e a audiência de custódia deve acontecer na manhã desta sexta-feira (24).
