A expansão da hotelaria no interior paulista tem redesenhado o mapa do turismo e dos investimentos no estado. Na Região Metropolitana de Campinas, esse movimento ganha força com novos empreendimentos que combinam lazer, turismo corporativo e desenvolvimento econômico.
Um dos exemplos mais recentes está em Santo Antônio de Posse, que recebe um projeto hoteleiro de grande porte, com investimento estimado em R$ 100 milhões e planejamento de crescimento ao longo dos próximos anos.
Mais do que um novo hotel, o empreendimento representa uma mudança de posicionamento da cidade dentro do cenário regional.
Interior ganha protagonismo no turismo paulista
A escolha por cidades fora da capital segue uma tendência clara: a interiorização dos investimentos. Com melhor custo operacional, boa infraestrutura rodoviária e proximidade com polos industriais, municípios da região de Campinas passam a atrair projetos que antes se concentravam em grandes centros.
Segundo o diretor do empreendimento, Lúcio Flávio Resende Barbosa, a decisão por Santo Antônio de Posse foi estratégica.
“A região de Campinas reúne muito bem essas características e tem uma dinâmica econômica e turística bastante interessante”, afirma.
Além da localização, o projeto aposta em um modelo híbrido, que combina turismo de lazer com o corporativo, estratégia que reduz a dependência de temporadas específicas e garante fluxo constante de visitantes.
Turismo como motor econômico
Para a prefeitura, o avanço da hotelaria amplia o alcance da cidade e fortalece sua inserção no turismo regional.
De acordo com o prefeito José Ricardo Cortez, o empreendimento deve colocar Santo Antônio de Posse em um novo patamar.
“Vai mostrar sua aptidão turística também. Isso acaba reforçando o turismo de negócios, que nós temos bastante multinacionais instaladas”, destaca.
A presença de empresas na região cria uma demanda contínua por hospedagem, eventos e serviços, o que favorece esse tipo de investimento.
Efeito em cadeia: empregos e novos negócios
Além de atrair turistas, a expansão hoteleira tem impacto direto na economia local. O efeito começa antes mesmo da inauguração, com a geração de empregos na construção e o aquecimento da cadeia produtiva.
A estimativa é de centenas de postos de trabalho já na fase inicial, além de um crescimento significativo com o empreendimento em operação.
“Já traz geração de emprego, já traz consumo, já traz novos investimentos”, afirma o prefeito.
Esse tipo de projeto costuma impulsionar setores como alimentação, transporte, comércio e serviços, criando um ambiente favorável para pequenos e médios negócios.
Planejamento e disputa por investimentos
Para atrair um empreendimento desse porte, a cidade também precisou se preparar. Entre as estratégias adotadas estão incentivos fiscais e melhorias em infraestrutura urbana.
Segundo a prefeitura, foram criadas legislações específicas para atrair empresas e viabilizar investimentos de grande escala, além de intervenções na malha viária e no transporte público.
A disputa entre municípios por novos projetos tem se intensificado, especialmente em regiões economicamente dinâmicas como a de Campinas.
Formação de mão de obra local
Outro ponto central é a qualificação profissional. A proposta do empreendimento é priorizar a contratação de moradores da cidade e da região.
“A ideia é justamente capacitar profissionais localmente e criar oportunidade de crescimento dentro da própria operação”, explica o diretor.
A estratégia acompanha uma demanda crescente do setor de turismo por mão de obra qualificada, especialmente fora dos grandes centros.
Um novo eixo de crescimento
Com expansão planejada para até mil unidades ao longo dos próximos anos, o projeto reforça um movimento maior: o fortalecimento do interior paulista como destino turístico e econômico.
A hotelaria, nesse contexto, deixa de ser apenas suporte ao turismo e passa a atuar como vetor de desenvolvimento, conectando negócios, lazer e geração de renda.