O número de acidentes envolvendo ciclistas na região de Campinas tem acendido um alerta nos últimos anos. Dados do Detran-SP mostram um aumento expressivo. Em 2025, foram registrados 439 acidentes, entre casos fatais e não fatais. O número representa alta de mais de 50% em relação a 2024, quando foram contabilizados 292 registros.
E os dados mais recentes reforçam a preocupação. Nos quatro primeiros meses deste ano, já são 35 acidentes envolvendo bicicletas na região. Desse total, 11 terminaram em morte.
A maioria das ocorrências é de colisões. Em seguida aparecem atropelamentos e choques. O crescimento acompanha o aumento de ciclistas nas ruas e estradas. A bicicleta deixou de ser só lazer e passou a ser também meio de transporte.
Mas a falta de estrutura e de segurança preocupa quem pedala. Como é o caso do empresário André Longo.
Em abril, um ciclista morreu após ser atropelado na Rodovia Adhemar Pereira de Barros, na região de Santo Antônio de Posse. Dias depois, em Limeira, outro acidente entre bicicleta e moto deixou um homem ferido.
Casos como esses não são isolados. Há um ano, um ciclista experiente morreu após ser atingido por um veículo na mesma rodovia, em Campinas. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Para especialistas, o principal problema está na falta de estrutura adequada e na fiscalização insuficiente. O arquiteto e urbanista João Verde avalia que o aumento de ciclistas exige mudanças no planejamento das cidades.
Segundo ele, é preciso investir em ciclovias mais seguras, separadas do tráfego, além de ampliar a fiscalização, com radares e redução de velocidade.
Apesar dos riscos, quem pedala não pretende parar. Para muitos, a bicicleta segue sendo sinônimo de saúde e bem-estar. Mas a rotina nas ruas e estradas exige cada vez mais atenção.
Com informações da EPTV.
