A operação Caronte, da Polícia Civil e do Ministério Público, contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas, apreendeu diversos animais, entre eles um boi avaliado em R$ 1 milhão.
Segundo a Polícia Civil, o animal da raça Império ocupa a terceira posição no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR), de 2025. Diversas fivelas de competições em rodeios forama apreendidas pela Polícia e representam as competições em que o animal saiu vencedor.
Ao todo, foram apreendidos na operação cerca de 300 animais, entre bois e cavalos. O principal alvo foi o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”. Ele é suspeito de envolvimento na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital, o PCC.

A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
As investigações apontaram que ele usava empresas de fachada para movimentar dinheiro do tráfico e dar aparência legal aos valores. Entre os negócios investigados estão empresas de transporte, rodeio e outras áreas usadas com apoio de sócios laranjas.

Investigações começaram em 2016
Segundo a Polícia Civil e o Gaeco de Campinas, as apurações sobre lavagem de dinheiro começaram em 2016 e avançaram após a análise de dados bancários, fiscais e informações de órgãos de fiscalização. Os investigadores identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.
O filho de Eduardo, Matheus Magrini, também é investigado. Ele foi alvo de buscas por suspeita de movimentar dinheiro ilegal por meio de empresa ligada ao ramo musical e outros negócios. Mateus foi um dos alvos da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, assim como MC Ryan, apontado como ex-enteado do “Diabo Loiro”.
No ano passado, Eduardo Magrini já havia sido preso preventivamente em outra investigação do Gaeco Campinas, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para matar um promotor de Justiça.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas dos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens. Durante a operação, foram apreendidos caminhões, carros, dinheiro em espécie e os animais.
A ação foi conduzida pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro, ligado ao Deinter 2 de Campinas, em conjunto com o Gaeco.
