Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) nesta sexta (29) e sábado (30), durante o especial “Ciência Aberta”.
Realizado uma vez ao ano, o evento é uma oportunidade de o público visitar as instalações do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o popularmente conhecido acelerador de partículas “Sirius”.
Na sexta-feira, a visitação foi dedicada aos estudantes de escolas de todo o país, que viajaram em caravanas de ônibus até o centro de pesquisas.
Já neste sábado, a visitação foi voltada ao grande público, que conseguiu fazer a reserva de entradas anunciada pelo CNPEM meses antes.
Os visitantes puderam interagir em estandes de nove grandes áreas de pesquisa: Biorrenováveis, Biociências, Conexão CNPEM, Engenharia e Tecnologia, Nanotecnologia, Luz Síncrotron, Ilum Escola de Ciência, Parceiros e Orion.
A Sofia Juliano e o Antônio Rucoff têm 14 anos e vieram de São Paulo. Inspirados por uma carreira na área de Ciências Biológicas, eles dizem ter gostado do que viram…
“Eu gosto bastante de ciência, então é bem interessante para mim. Eu gostei de ver o tardígrado. Nunca tinha pegado num telescópio para ver antes, então foi bem legal. Eu penso em cursar zoologia. Ainda não tenho certeza, mas é uma coisa que eu sempre tive muito interesse”, conta Sofia.
“A experiência foi muito legal. Tem coisa muito interessante, como o tratamento de protonterapia que eu não fazia ideia que existia. Eu penso em seguir biológicas, gosto de ver animais e plantas, é muito legal”, contou Antônio.
A gerente de comunicação do CNPEM, Lívia Ramos, diz que o Ciência Aberta facilita o contato do público para compreender o impacto que a pesquisa científica traz para a vida da sociedade global.
“A gente tem grupos de Brasília, Paraíba, Goiás, que vêm a Campinas exclusivamente conhecer o potencial da ciência brasileira no CNPEM. São grupos de jovens mobilizados por professores, que estimulam seus alunos a conhecer a importância da ciência por um futuro melhor. Evidentemente, a gente não tem a pretensão de que todos saiam daqui inspirados a serem cientistas, mas que conheçam o potencial da curiosidade, da criatividade, para o avanço do conehcimento. O CNPEM e, especialmente, o Sirius, representa um país que dá certo, e a gente espera que isso inspire novas gerações”, avalia.
Recentemente, o Sirius inaugurou mais quatro estações de pesquisa, as chamadas “linhas de luz”. Juntas, elas ampliam a capacidade na pesquisa de moléculas e que pode resultar na criação de novos medicamentos.
Em 2027, o CNPEM também deve inaugurar o primeiro laboratório de biossegurança nível 4 (NB4) da América Latina. Batizado de “Orion”, ele vai ser o primeiro do tipo no mundo integrado a um acelerador de partículas. O projeto é considerado estratégico para a segurança sanitária global, para a resposta a pandemias e o desenvolvimento de vacinas, tratamentos e estratégias de controle epidemiológico.
Reportagem atualizada em 30.mai.2026 às 20h30 para inclusão dos números consolidados de visitantes nos dois dias do evento Ciência Aberta, que foi de 30,5 mil pessoas.
