CBN Campinas 99,1 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Comdema apresenta laudo contestando retirada de árvores na Praça do Coco

Prefeitura de Campinas informou que a supressão de exemplares de figueira foi realizada com base em laudos técnicos assinados por profissionais habilitados e em conformidade com a legislação
Praça do Coco
Foto: Divulgação/Comdema

Um laudo da Câmara Técnica do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Campinas (Comdema) aponta irregularidades em intervenções feitas em árvores da Praça do Coco, no Distrito de Barão Geraldo, em Campinas. 

Segundo o documento, houve supressão e podas consideradas tecnicamente injustificadas. Parte das árvores atingidas estava saudável e não oferecia riscos que justificassem a remoção ou cortes mais severos. O engenheiro agrônomo Ivan André Alvarez, integrante do Comdema, afirma que os serviços foram realizados por uma empresa contratada, mas sem transparência sobre os critérios utilizados.  

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

O laudo também não descarta a possibilidade de conflito de interesse no processo. Segundo o engenheiro que representa o Comdema, o documento apresentado pela Esalq-USP, que serviu de base para a prefeitura autorizar os cortes, não foi divulgado ao conselho. 

De acordo com os técnicos, as intervenções provocaram danos ambientais, prejuízos ao patrimônio público e podem ter impactos no microclima da região, como o aumento da temperatura local. 

Entre as recomendações do Condema, estão a adoção de medidas mais robustas de compensação ambiental, a recuperação da área com participação da comunidade e cuidados específicos para garantir a preservação das árvores que permanecem no local. 

Por meio de nota, a Prefeitura de Campinas informou que a supressão de exemplares de figueira foi realizada com base em laudos técnicos assinados por profissionais habilitados e em conformidade com a legislação vigente, o Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC) e normas da ABNT.  

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Segundo a administração municipal, as intervenções foram motivadas por avaliações de risco que apontaram fragilidade estrutural e potencial perigo à população, o que foi corroborado por parecer técnico da ESALQ/USP. O Município disse ainda que adota a norma ABNT e metodologia internacional para avaliação de árvores urbanas, ressaltando a responsabilidade civil e criminal na prevenção de acidentes.

Como compensação ambiental, serão plantados dois jequitibás-rosa adultos no local, e será elaborado um projeto de reurbanização da Praça do Coco, que respeitará a função social e cultural e será discutido com a comunidade. A manutenção das áreas verdes é realizada por empresa terceirizada, conforme contrato vigente com o Município. 

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Youtube video