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Crimes de furto, roubo e latrocínio passam a ter penas mais duras no Brasil

Lei sancionada pelo presidente Lula cria novas categorias e amplia tempo de cárcere
crimes
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

Seis tipos de crimes, entre os mais comuns cometidos no Brasil, agora são punidos de forma mais dura pela legislação.

Os furtos, roubos, latrocínios, receptação, fraudes eletrônicas e a cessão de contas laranja tiveram aumento no tempo de cumprimento da pena, segundo uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de maio.

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Uma mudança aguardada principalmente por quem é vítima, como a administradora de empresas Bruna Leme, que teve o carro furtado enquanto estava no trabalho.

“Eu estacionei de manhã e, no fim do expediente, quando voltei, ele não estava mais lá”, lamentou.

Segundo a nova lei, os furtos em geral podem ser punidos com até seis, e não mais quatro anos de prisão. Os crimes praticados à noite podem ser punidos com agravante de até a metade.

Já os casos de roubo em geral passam a ser punidos com seis e no máximo 10 anos de prisão, além de multa.

Os roubos de celulares, eletrônicos e armas de fogo passam a ser entendidos como agravantes. Nos casos que afetam serviços essenciais, a pena mínima agora começa em seis e pode chegar aos 12 anos.

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Outra novidade é a pena para quem cede a conta bancária para ser “laranja”, e pode responder a penas de um a cinco anos de prisão, além do pagamento de multa.

Para a advogada Camila Moura, no entanto, endurecer as penas não garante, necessariamente, o fim da “sensação de impunidade“.

“A gente tem que olhar pro viés de política criminal, de solução e de combate ao crime. Aumentar a pena não significa que nós estejamos combatendo, eficientemente, o crime. Ainda mais os crimes contra o patrimônio, que são aqueles que realmente acontecem nas camadas mais baixas da sociedade, no sentido d condição social e financeira”, avalia.

A advogada observa que as novas regras podem agravar o problema da superpopulação carcerária.

“A permanência do sujeito mais tempo no cárcere e sem um viés de olhar para a ressocialização, para uma política pública que evidencie o combate inteligente ao crime é apenas uma ‘perfumaria’, só ‘para inglês ver’, como se diz”, comenta.

Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública afirmou que as polícias trabalham com inteligência, integração e tecnologia no enfrentamento de crimes e proteção de pessoas.

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) disse manter diálogo permanente com a sociedade para aprimorar o sistema prisional. Afirmou também que, nesta gestão, as forças de segurança foram fortalecidas com a criação da Polícia Penal, que deve ser ampliada com a contratação de novos agentes por meio de concurso.

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