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Em Paulínia, Lula critica Bolsonaro por privatização de refinarias e preço alto dos combustíveis

Presidente visitou Laboratório Sirius e a Replan nesta segunda-feira
lula
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

Em visita a Paulínia nesta segunda-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo envolvimento do país norte-americano na Guerra do Irã, e a privatização de refinarias da Petrobras no Governo Bolsonaro.

Lula destacou ações do governo para aumentar subsídios, mas afirmou que os danos causados pela privatização da BR Distribuidora são ainda maiores.

“Nós estamos tirando dinheiro da própria Petrobras, do orçamento do governo, para não permitir que esse prejuízo chegue ao povo brasileiro. Ele não tem culpa da Guerra do Irã. A culpa é do Trump. Não é do brasileiro e não é culpa de governo. Mas se a gente tivesse a BR [Distribuidora], seria muito mais fácil. Seria muito tranquilo a gente utilizar os famosos postos da BR pra gente distribuir gás sem pagar custo no transporte, como se paga hoje”, declarou.

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Na Replan, o presidente brasileiro acompanhou o anúncio de investimentos de R$ 17 bilhões em refino nas unidades paulistas da Petrobras até o ano de 2030. Destes, R$ 6 bilhões exclusivamente na Replan.

Dentre as medidas estão a criação de uma nova unidade de processamento de óleos vegetais. Produtos como o óleo de cozinha poderão ajudar a produzir combustível de aviação, com até 5% de componentes vegetais processados.

Os componentes devem aumentar capacidade da refinaria em 64 mil barris por dia, o equivalente a 5%. Atualmente, a Replan é a maior refinaria da Petrobras no Brasil.

Mais cedo, em visita ao acelerador de partículas Sirius, no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, Lula afirmou que o Brasil está aberto a parcerias para a exploração de minerais raros.

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O presidente inaugurou quatro novas linhas de luz síncrotron do laboratório. A tecnologia é considerada essencial para a pesquisa de medicamentos, tratamentos de doenças e IFAs (insumos farmacêuticos ativos). Outra aplicação também é o uso para a pesquisa em minerais raros.

“E eu estava perguntando: ‘o que é que o Sirius pode contribuir?’. Se a gente depender de estudo apenas cavando buracos, vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência, ciência e o conhecimento de vocês para a gente dar um salto de qualidade e ver se, num curto espaço de tempo, o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar. Nós não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania”, comentou.

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