A Defesa Civil Estadual entregou kits de combate ao fogo em áreas rurais para 63 Defesas Civis, produtores e brigadistas independentes que participaram do primeiro dia do treinamento realizado na Câmara Municipal de Paulínia nesta quinta-feira (7).
Os conjuntos são compostos por facões, machadinhas, luvas, sopradores e bombas costais. Nesta quinta, eles participaram de uma capacitação, do programa estadual “São Paulo Sem Fogo”. Nesta sexta (8), eles participam de uma formação de campo.
O diretor de Comunicação da Defesa Civil, o Tenente Maxwell Souza, destacou que a partir deste ano, produtores rurais e brigadistas populares também puderam se inscrever para a capacitação.
“Nós convidamos essas pessoas para virem no treinamento que, neste ano, nós estamos equipando os produtores rurais também. Porque esses kits, até então, são entregues para as prefeituras. Mas e o produtor rural? Ele muitas vezes está lá, no meio do mato, vê o fogo começar, e se ele tivesse um equipamento e um treinamento ele apagava. Com os funcionários ou com a família dele, ele apagava. Se ele estiver treinado e equipado ele pode agir e resolver o problema”, avalia.
O coordenador estadual da Defesa Civil, o Coronel Araújo Monteiro, ressaltou que, muitas vezes, os incêndios são provocados pela ação humana, e que os casos deliberados podem ser enquadrados como um crime ambiental.
“Tem crime ambiental. Tem multa. Inclusive, nos nossos treinamentos de hoje e amanhã, com parte teórica e parte prática, temos também a participação do Policiamento Ambiental para orientar e responsabilizar. É saber que todo mundo pode ser responsabilizado com pena privativa de liberdade e, também, com a multa”, explica.
Outro tema debatido foi a preocupação com os impactos da estiagem, que deve se intensificar com a aproximação do fenômeno climático “El Niño”.
O coordenador regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, destacou que a expectativa é de um outono e inverno mais secos, com volumes menores de chuva, que podem agravar os problemas de saúde pública.
“Quando você tem baixa umidade relativa do ar e, às vezes, temperaturas altas, como tem sido uma constante, isso traz um transtorno à saúde pública que é uma coisa impressionante. E aí quando você tem um incêndio, isso se agrava de forma potencial. Eu diria que a integração, em que aqui você percebe muitas cidades participando, e o kit é um detalhe. É para as prefeituras terem consciência da importância de ter equipes municipais e que não é apenas a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Isso envolve outros órgãos de Prefeitura, como Serviços Públicos, maquinário, abastecimento…”, comenta.
Na próxima semana, a “Operação São Paulo Sem Fogo” deve realizar uma segunda etapa da capacitação e do treinamento para abranger mais municípios que fazem parte da Região Administrativa de Campinas.
