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Fiscalização da Anvisa na fábrica da Ypê durou quatro dias e gerou auto de infração

A fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária na fábrica da Ypê, em Amparo, que resultou no recolhimento de dezenas de produtos da marca, durou quatro dias e terminou com

Ypê
Foto: Divulgação/Ypê

A fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária na fábrica da Ypê, em Amparo, que resultou no recolhimento de dezenas de produtos da marca, durou quatro dias e terminou com a emissão de um auto de infração. A empresa tem prazo de dez dias para apresentar recurso. 

As informações foram confirmadas pela Prefeitura de Amparo, já que a Vigilância Sanitária do município acompanhou toda a inspeção. 

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A ação ocorreu entre segunda-feira, dia 27, e quinta-feira, dia 30, com a participação de quatro fiscais: dois da Anvisa, um da vigilância estadual e um municipal. Durante esse período, os agentes acompanharam diferentes etapas dos processos produtivos da empresa. 

Segundo a Prefeitura, a denúncia que motivou a fiscalização foi recebida diretamente pela Anvisa, e os detalhes das irregularidades não foram repassados aos fiscais municipais. 

Na quinta-feira, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, da venda e a retirada do mercado de dezenas de produtos da marca. A decisão foi publicada em resolução e se baseou em falhas consideradas graves em etapas do processo de produção. 

De acordo com a agência, problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle podem comprometer as Boas Práticas de Fabricação. Essas falhas indicam risco sanitário, com possibilidade de contaminação microbiológica, ou seja, presença de microrganismos que podem causar infecções. 

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Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a contaminação identificada foi pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. Esse microrganismo vive no solo e na água e representa risco maior para pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, pacientes internados ou com feridas abertas. A bactéria é resistente a vários antibióticos e pode causar infecções graves no sangue, nos pulmões e no trato urinário. 

A Anvisa classifica a Pseudomonas aeruginosa como uma ameaça à saúde pública no Brasil, devido à dificuldade de tratamento e à alta taxa de mortalidade em casos graves. Em 2025, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o aumento da resistência dessa bactéria a medicamentos, principalmente em ambientes hospitalares úmidos. 

Em nota, a Ypê informou que tem laudos técnicos independentes que atestam a segurança dos produtos e afirmou que não há risco ao consumidor. A empresa disse que mantém diálogo com a Anvisa e confia na reversão da decisão no menor prazo possível. 

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