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Mais um cavalo é atropelado na John Boyd e reacende debate sobre animais soltos na via

Animal morreu após acidente; Emdec contabiliza 13 casos do tipo na cidade em 2025
cavalo
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

A morte de um cavalo nesta segunda-feira (11) depois da colisão contra um ônibus na Avenida John Boyd Dunlop, em Campinas, jogou luz sobre o risco de acidentes entre os animais soltos e os carros de passeio.

O acidente aconteceu na esquina com a Rua Heitor Ribas Bueno, em frente ao Terminal Satélite Íris, com um ônibus que operava a linha 233, pouco antes das 06h00. Segundo testemunhas, dois cavalos subiram a via e um deles se chocou contra o veículo do transporte coletivo.

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Para o vigilante Ivaldo Lisboa, que trabalha na região, o problema é praticamente diário, especialmente em razão da área de mata dos condomínios Bela Aliança, que têm pastos altos e nenhum cercamento.

“Praticamente todo dia tem cavalo solto, eles ficam aqui perto do Terminal. Eles vêm para cá que tem uma área de pasto e, geralmente, em grupo. Tem grupo de dois, três cavalos. Já vi até cinco”, conta.

De fato, esta não é a primeira vez que a CBN Campinas mostra o problema dos animais soltos em áreas verdes urbanas.

Em dezembro de 2025, ouvintes também denunciavam problemas com animais soltos na região do Bela Aliança, mas também em outros bairros, como a Lagoa do Mingone, na Avenida Ruy Rodriguez no Ouro Verde.

A bordo de uma charrete, o Douglas diz sair com o cavalo apenas para passear, sempre preso às rédeas.

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“Só para passear, para tirar da cocheira e tirar o estresse do cavalo. Ele fica preso. Mas tem bastante animal solto aqui nessa região. A gente não sabe quem é o proprietário, nessa hora é difícil”, comenta.

Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), em 2025, foram 13 acidentes envolvendo animais nas ruas e avenidas da cidade, sendo seis com vítimas e sete sem vítima. Nenhum deles com casos fatais entre humanos.

A autarquia também diz manter parceria com o DPBEA (Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal de Campinas) com operações conjuntas de resgate, feitas de forma periódica. Os trabalhos levam em conta a capacidade de espaço para abrigar os animais e o efetivo de amarelinhos disponíveis.

Na Rua Ivo Cipriano, também na região do Bela Aliança, um morador que preferiu não se identificar, afirma que as equipes do DPBEA de fato aparecem, mas só removeriam os animais que estão machucados. Para ele, o maior desafio é encontrar a quem os animais pertencem.

“Todos os dias a gente vê esses animais soltos, que ficam pastando nas laterais da pista. Eles ficam circulando, e com carro descendo rápido, é um perigo constante. Todo dia a gente vê acidente nessa região aqui”, lamenta.

Segundo o DPBEA, manter animais de grande porte em vias urbanas é proibido. Nos casos em que o tutor não é identificado no local, as equipes recolhem os animais, e só os liberam depois da comprovação de propriedade e pagamento de taxas.

Nos casos em que os donos não são localizados, os animais podem ser colocados em doação.

A Emdec também orienta que as situações de emergência podem ser comunicadas pelo telefone 118.

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