O número de pessoas em situação de rua vem crescendo na região de Campinas. Por isso, aumenta o desafio de projetos sociais para garantir acolhimento e uma nova chance com mais oportunidades e autonomia para quem vive essa realidade. Além da vulnerabilidade, o preconceito é outra barreira, como afirma a médica do Consultório de Rua, Gabriela Sartório.
Não somente a saúde. Tão importante como cuidar da saúde dessas pessoas é abrir portas para elas. O Centro Pop 2, de Campinas, adquiriu um equipamento para garantir possibilidades que podem transformar a vida e resgatar a dignidade dessas pessoas. Uma fábrica de chinelos, que além de calçar quem vive na rua, podem ser personalizados e gerar renda a eles. É o que explica a coordenadora do local, Maria Aparecida Teixeira Régis.
Os cursos profissionalizantes oferecem oportunidades em várias áreas para quem quer sair da rua. A Casa da Cidadania atende a cerca de 400 pessoas por dia. A assistente social Alexandra Cristino dá exemplos das mais variadas ocupações à disposição das pessoas em situação de vulnerabilidade.
Existem também os interessados em recrutar aqueles que querem voltar a trabalhar. É o caso de Robson Teixeira Gondim, coordenador do instituto Há Esperança.
Heriton de Paula conseguiu deixar as ruas e já trabalha há nove meses em uma firma, trabalhando em diversas funções dentro de uma obra. Ele ficou mais de um ano e meio em situação de vulnerabilidade.
O censo de 2024, realizado pela Prefeitura e Fundação FEAC, identificou 1.557 pessoas em situação de rua em Campinas. A estatística apontou que apenas 16% procuravam os serviços de acolhimento.
