A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta sexta-feira, a Operação Caronte, contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A ação teve foco na região de Campinas, com mandados cumpridos também em cidades do interior e da Grande São Paulo.
O principal alvo foi o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro. As investigações apontaram que ele usava empresas de fachada para movimentar dinheiro do tráfico e dar aparência legal aos valores. Entre os negócios investigados estão empresas de transporte, rodeio e outras áreas usadas com apoio de sócios laranjas.
Segundo a Polícia Civil e o Gaeco de Campinas, as apurações sobre lavagem de dinheiro começaram em 2016 e avançaram após a análise de dados bancários, fiscais e informações de órgãos de fiscalização. Os investigadores identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.
O filho de Eduardo Magrini também é investigado. Ele foi alvo de buscas por suspeita de movimentar dinheiro ilegal por meio de empresa ligada ao ramo musical e outros negócios.
A Justiça determinou o bloqueio de 10 milhões de reais em contas dos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens. Durante a operação, foram apreendidos caminhões, carros, dinheiro em espécie e animais, como bois e cavalos. Entre eles, um boi avaliado entre os mais bem ranqueados do país.
Ao todo, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga. A ação foi conduzida pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro, ligado ao Deinter 2 de Campinas, em conjunto com o Gaeco.
No ano passado, Eduardo Magrini já havia sido preso preventivamente em outra investigação do Gaeco Campinas, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para matar um promotor de Justiça.
