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Operação mira esquema bilionário de fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

A Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira, a Operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ação já realizada no

Operação mira esquema bilionário de fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
Foto: Receita Federal/Divulgação

A Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira, a Operação Fluxo Oculto, segunda fase da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ação já realizada no país contra o crime organizado no setor de combustíveis.

Ao todo, a operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados e mobiliza órgãos como Receita Federal, Gaeco, Secretaria da Fazenda de São Paulo, ANP e as polícias Civil e Militar.

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Na área de cobertura da CBN Campinas são cumpridos oito mandados, sendo três em Sorocaba, dois em Atibaia, e um mandado em Itupeva, Paulinia e Rafard.

Além dos mandados da nossa região, foram cumpridos contra pessoas físicas e jurídicas em São Paulo (capital, Arujá, Barueri, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Santos, São José do Rio Preto e Votorantim), Paraná (Cascavel e Paranavaí), Mato Grosso do Sul (Iguatemi), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Rio de Janeiro (capital).

O alvo é um esquema de fraude, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo distribuidoras, postos de combustíveis e fintechs usadas como bancos paralelos pela organização criminosa.

Segundo as investigações, seis fintechs descobertas durante a apuração movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Uma das empresas teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em dinheiro vivo, prática considerada incompatível com o funcionamento normal de instituições de pagamento.

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A Receita Federal afirma que essas empresas eram usadas para esconder a origem do dinheiro obtido ilegalmente e dificultar o rastreamento das operações financeiras. Também foram identificadas movimentações suspeitas com criptomoedas.

Outra frente da operação investiga adulteração de combustíveis com uso de nafta petroquímica, um solvente desviado da indústria química para ser misturado a combustíveis automotivos.

De acordo com os investigadores, empresas de fachada simulavam a compra do produto para uso industrial, mas a nafta era desviada para terminais de armazenamento e misturada ao combustível vendido em postos ligados ao grupo criminoso.

O prejuízo aos cofres públicos com a fraude é estimado em cerca de R$ 200 milhões em impostos sonegados em dois anos.

As investigações também apontam o uso de fundos de investimento para ocultar os recursos obtidos com o esquema. Quatro fundos investigados somam patrimônio estimado em mais de R$ 205 milhões.

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