Um chamamento público lançado pela Prefeitura de Campinas nesta semana prevê abrir mais 100 leitos do SUS (Sistema Único de Saúde) para a cidade.
Segundo a Administração municipal, a rede Hospital São Leopoldo Mandic foi a primeira a manifestar interesse na parceria, com a ativação da estrutura hospitalar instalada na Casa da Saúde.
De acordo com a Prefeitura, o município já solicitou urgência ao Governo do Estado para assegurar a ampliação dos leitos hospitalares na cidade.
Em abril, o Governo do Estado também publicou o edital para a construção do Hospital Metropolitano, na região do Parque Itália, em Campinas.
O município garantiu monitorar, em parceria com a Central de Regulação, a ocupação dos leitos nos hospitais da cidade. A Administração observa que, sempre que necessário, articula transferências entre as unidades conforme a complexidade dos pacientes e a capacidade de cada hospital.
A Prefeitura também observa que Campinas é, historicamente, referência em atendimento de urgência e emergência para a Região Metropolitana. Cerca de 20% a 25% dos pacientes atendidos pelo SUS Municipal são provenientes das outras cidades da região. Nas unidades conveniadas com leitos neonatais, a proporção chega a 35%.
Situação da semana
Os hospitais públicos de Campinas e as unidades privadas que mantém parceria de atendimento com o SUS (Sistema Único de Saúde) iniciaram a última semana de maio com cenário de agravamento na superlotação.
De acordo com a Prefeitura, o cenário é agravado pelas sazonalidades causadas pelas mais conhecidas “doenças do frio”, como as Síndromes Respiratórias e as Doenças Cardiovasculares, como os AVCs.
No Hospital PUC-Campinas, até a tarde desta terça-feira (26), a taxa de ocupação era de 365%, com 47 pacientes atendidos no corredor e 12 casos intensivos aguardando vaga em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
No Hospital de Clínicas da Unicamp (HC), a taxa de ocupação até esta terça-feira (26) era de 480%, com pacientes apenas em corredores da Unidade de Urgência e Emergência (PS).
Na Rede Mário Gatti, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, os hospitais Ouro Verde e Mário Gatti operavam com capacidade entre 95% e 100%, com ressalvas sobre a característica de atendimento das unidades. Por operarem no sistema “porta aberta”, a taxa de rotatividade é dinâmica.
O Município garante que nenhum paciente deixa de ser atendido. Enquanto aguarda a liberação de leitos, o paciente espera nas áreas de observação do Pronto-Socorro, onde recebe a atenção e o tratamento necessários.
