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Tutora processa hospital veterinário após receber injeção de antibiótico por engano em Vinhedo

A tutora de uma cachorra entrou na Justiça com um pedido de indenização após receber, por engano, uma injeção de antibiótico durante um atendimento em um hospital veterinário de Vinhedo.

Tutora processa hospital veterinário após receber injeção de antibiótico por engano em Vinhedo
Foto: Câmera de segurança

A tutora de uma cachorra entrou na Justiça com um pedido de indenização após receber, por engano, uma injeção de antibiótico durante um atendimento em um hospital veterinário de Vinhedo. O caso aconteceu em 2024 e tramita na 1ª Vara Cível do município.

Segundo a ação, o episódio ocorreu na noite de 13 de janeiro, quando a mulher levou a cachorra Olívia ao Hospital Veterinário PetSon depois que o animal apresentou fortes dores em uma das patas.

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De acordo com o relato no processo, a veterinária responsável pelo atendimento recomendou a aplicação de medicamentos injetáveis. No momento do procedimento, a cachorra estava no colo da tutora e, acidentalmente, a profissional aplicou o conteúdo da seringa no braço da mulher.

Ainda conforme a petição, a veterinária reconheceu o erro e informou que o produto utilizado era um antibiótico de uso veterinário. O processo foi protocolado em maio de 2026 e pede R$ 52.357,18 em indenização por danos materiais e morais.

Ao g1, a advogada do Hospital Veterinário PetSon, Fernanda Marques Jesus Fernandes de Oliveira, afirmou que o caso foi um episódio isolado, que a paciente recebeu acompanhamento e assistência desde o início e que o estabelecimento ainda não havia sido formalmente citado.

Já o advogado da vítima, Flávio Bizzo Grossi, disse lamentar o ocorrido e a necessidade de recorrer ao Judiciário para buscar reparação pelos danos causados. Segundo ele, as demais manifestações serão feitas no processo.

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Nos autos, o medicamento é identificado como enrofloxacino, antibiótico indicado para uso veterinário.

A tutora afirma que sentiu dor e ardência no braço logo após a aplicação e procurou atendimento na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação para conter uma reação alérgica.

Dias depois, ela voltou a buscar atendimento médico, desta vez no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde realizou exames e deu continuidade ao tratamento com antibióticos e corticoides devido ao edema no braço.

O caso também foi registrado na Polícia Civil em janeiro de 2024. No boletim de ocorrência, a vítima relatou que a veterinária aplicou acidentalmente o antibiótico no antebraço dela enquanto fazia o procedimento no animal. A ocorrência foi registrada como lesão corporal culposa, quando não há intenção de causar dano.

Segundo o processo, a investigação resultou em um termo circunstanciado, e a profissional firmou um acordo com o Ministério Público que previa o pagamento de um salário mínimo como prestação pecuniária, sem indenização direta à vítima.

O que diz o hospital veterinário

“A Clínica Veterinária Pet Son informa que o episódio mencionado se refere a um fato isolado ocorrido em 2024 e que, desde o primeiro momento, a situação recebeu acompanhamento e assistência por parte da equipe responsável.

A clínica atua há mais de 13 anos na cidade de Vinhedo, sempre pautando sua conduta pelo atendimento humanizado, respeito aos animais, responsáveis e colaboradores, jamais tendo registrado episódio semelhante em sua trajetória.

Em razão da existência de demanda judicial em andamento, ainda sem que a clínica tenha sido formalmente citada nos autos, e em respeito ao regular andamento processual, a clínica entende não ser adequado antecipar discussões técnicas ou jurídicas sobre o caso neste momento.

De todo modo, causa estranheza à clínica o fato de a reportagem já ter tido acesso às imagens do episódio antes mesmo da formalização da citação, sobretudo porque o acesso aos autos processuais ocorre mediante habilitação específica e fica regularmente registrado no sistema judicial.

A Pet Son reafirma sua confiança na adequada apuração dos fatos pelas vias institucionais competentes e permanece à disposição para os esclarecimentos pertinentes.”

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