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Violência contra a mulher registra média de quatro casos por hora na região de Campinas

A região de Campinas registrou, no primeiro trimestre de 2026, uma média de quatro casos de violência contra a mulher por hora. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública

Violência contra a mulher registra média de quatro casos por hora na região de Campinas
Foto: Arquivo/CBN Campinas


A região de Campinas registrou, no primeiro trimestre de 2026, uma média de quatro casos de violência contra a mulher por hora. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Entre janeiro e março, foram contabilizados 7,8 mil registros na área do Deinter-2, sediado em Campinas e responsável por 38 municípios da região.

Em janeiro, foram 2.703 ocorrências. Em fevereiro, 2.488. Já em março, o número voltou a subir, chegando a 2.684 registros.

Olívia Fonseca, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de Piracicaba, afirma que percebe o aumento na demanda por atendimentos relacionados à violência doméstica.

A ameaça lidera a lista de crimes mais registrados, com 2.235 ocorrências. Na sequência aparecem os casos de calúnia, difamação e injúria, além das lesões corporais dolosas. Os números também revelam outras formas de violência, como perseguição, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas. O balanço não inclui casos de feminicídio.

Ainda segundo o levantamento, em pelo menos 75,7% das ocorrências, os agressores eram maridos, companheiros ou pessoas com algum tipo de relação afetiva com as vítimas.

A maior parte das vítimas tem entre 21 e 45 anos, com destaque para a faixa dos 31 aos 35 anos, que concentra 1.183 ocorrências. Apesar da predominância entre mulheres adultas, os registros envolvem vítimas de diferentes idades, desde crianças até mulheres de 95 anos.

Os dados também mostram maior concentração entre vítimas brancas, que representam 44,32% do total. Mulheres pardas correspondem a 25,75% dos casos. Já os registros com raça ignorada somam 24,77%. Mulheres pretas representam 4,89% das ocorrências e mulheres amarelas, 0,24%.

Olívia lembra que denunciar esses casos é fundamental para sair do ciclo de violência. “Tem que procurar a delegacia, tem que denunciar. Se não quiser procurar a delegacia, pode ligar no 180, pode fazer via DDM online. O que interessa é comunicar essa violência”.

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