A Secretaria de Saúde de Mogi Guaçu começa, nesta sexta-feira, um projeto que usa armadilhas para monitorar o mosquito Aedes aegypti. A medida é inédita na cidade e busca identificar com mais rapidez onde o inseto está se reproduzindo.
Ao todo, 40 armadilhas serão instaladas em pontos considerados estratégicos após mapeamento da Vigilância Ambiental. Parte delas ficará na região da UBS Centro Oeste e nos bairros atendidos pelas unidades Zaniboni I e II. Outras serão distribuídas na Zona Sul, em áreas ligadas às unidades Zona Sul, Guaçu Mirim e Eucaliptos.
As armadilhas são recipientes simples que atraem a fêmea do mosquito. O equipamento tem um pote escuro com uma solução que simula o ambiente ideal para reprodução e uma pequena palheta de madeira onde os ovos ficam depositados.
Depois de cinco dias, o material é recolhido e analisado. Com os resultados, a Vigilância Ambiental consegue identificar regiões com maior presença do mosquito e direcionar ações de controle.
A Secretaria de Saúde informou que as armadilhas não oferecem risco e não se tornam criadouros quando usadas corretamente. A orientação é para que a população não mexa nos dispositivos e permita o trabalho das equipes, que estarão identificadas.
Segundo o painel de monitoramento de arboviroses do governo do Estado, Mogi Guaçu tem 24 casos de dengue confirmados neste ano, até o momento, sem registro de mortes.
